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6 novembro 2026

Presidente Lula alerta sobre dívida pública e destaca compromisso social

Lula ressalta que seu governo cumpre disciplina fiscal e protege os mais vulneráveis, enquanto discute alta da dívida pública.

Presidente Lula alerta sobre dívida pública e destaca compromisso social

Na manhã de quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no Palácio da Alvorada. O encontro contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), além de dirigentes do BNDES e ex-ministros da Fazenda. Durante o debate, Lula reiterou que seu governo mantém responsabilidade fiscal e responsabilidade social, defendendo que as decisões econômicas não podem onerar os setores mais vulneráveis.

Discursos de Lula sobre responsabilidade fiscal e social

O mandatário destacou que, ao analisar a dívida pública – empréstimo acumulado do Estado – é preciso diferenciar o que realmente representa obrigação do governo. ‘Se analisarmos a dívida de verdade, ela nem é tudo o que aparece’, afirmou. Lula ainda lembrou que, entre 2003 e 2010, foi o único presidente a registrar superávit primário todos os anos, usando esse histórico para reforçar a credibilidade de sua gestão atual. ‘Para alguém dizer que não temos responsabilidade fiscal, basta observar como assumimos este governo’, completou, acrescentando que os mais pobres não pagarão o ajuste.

Expansão da dívida pública e reação dos mercados

Especialistas apontam que a dívida bruta do Brasil subiu mais de 11 pontos percentuais no terceiro mandato de Lula, alcançando 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa escalada tem gerado preocupação entre economistas, que alertam para a necessidade de conter a trajetória de endividamento. Logo após a vitória histórica de Lula no segundo turno, os juros futuros subiram, o Ibovespa recuou e o dólar valorizou frente ao real, refletindo a cautela dos investidores. Alguns agentes de mercado até preferiram a hipotética vitória do senador Flávio Bolsonaro, acreditando que poderia haver maior controle das contas públicas, embora não tenha apresentado planos concretos de ajuste.

Agenda econômica e compromissos internacionais

Na sequência da reunião, o presidente solicitou que as propostas de política econômica sejam refinadas antes de sua viagem ao exterior, conforme explicou o assessor Durigan. Entre os destinos, destaca-se a participação de Lula na COP31, que acontecerá em Antália, Turquia, e na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), marcada para os dias 15 a 17 de novembro nas Filipinas. Essas missões visam atrair investimentos estrangeiros, reforçar a parceria com países produtores de minerais críticos e demonstrar ao mercado que o Brasil está preparado para cumprir seus compromissos fiscais, criando um ambiente favorável ao investimento estrangeiro.

Ao final do encontro, ficou claro que o governo pretende equilibrar a necessidade de ajustes estruturais nas despesas públicas com a manutenção da proteção social. A equipe econômica, que inclui nomes como Aloizio Mercadante (presidente do BNDES) e Luciano Coutinho (ex-presidente do banco de fomento), deverá apresentar ao presidente projetos que conciliem a redução da dívida com a manutenção de programas de apoio aos mais desfavorecidos. O discurso de Lula reforça a ideia de que a responsabilidade fiscal não se opõe à responsabilidade social, mas sim caminha lado a lado na busca por um Brasil mais soberano e menos dependente de potências externas.

Autor

Bruno Costa