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4 novembro 2026

Itaú alcança lucro de R$ 12,6 bi no terceiro trimestre e reforça capital

Itaú fechou o terceiro trimestre de 2026 com lucro recorde, expansão saudável da carteira de crédito e rentabilidade acima de 23%, apesar da pressão macroeconômica.

Itaú alcança lucro de R$ 12,6 bi no terceiro trimestre e reforça capital

O Itaú Unibanco apresentou resultados sólidos no terceiro trimestre de 2026, confirmando a capacidade de gerar lucro em um ambiente de juros elevados e incertezas econômicas. O lucro líquido recorrente chegou a R$ 12,6 bilhões, representando alta de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025 e 2,5% frente ao trimestre anterior, alinhado ao consenso de analistas.

O retorno sobre o patrimônio, medido pelo ROE, ficou em 23,6% – ainda acima da marca de 23% que a instituição considera saudável, embora tenha recuado 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O índice de capital principal subiu 40 pontos base, atingindo 12,7%, sinal de solidez no balanço.

Crescimento e qualidade da carteira de crédito

A carteira total de crédito atingiu R$ 1,54 trilhão, avançando 10,9% em 12 meses e 1,4% no trimestre consolidado. No Brasil, o crescimento foi ainda mais expressivo, com aumento de 2,4% no período e expansão de 10,2% ao comparar com o mesmo trimestre do ano passado. Esse ritmo moderado, porém consistente, reflete a estratégia de concessão responsável defendida pelo CEO Milton Maluhy Filho.

O nível de inadimplência acima de 90 dias encerrou o trimestre em 2,0%, ligeiramente acima de 1,9% registrado em junho, e permaneceu estável em 2,1% no Brasil. As provisões para perdas subiram 9,6% ao ano, totalizando R$ 10,7 bilhões, reflexo da maior exposição ao crédito de pessoa física no varejo nacional.

Margens, receitas de serviços e controle de custos

A margem financeira com clientes alcançou R$ 33,6 bilhões, crescendo 2,6% no trimestre e 6,9% no comparativo anual, impulsionada principalmente pelo aumento da carteira de crédito. A margem financeira com o mercado registrou salto de 46,9% ao ano, totalizando R$ 1,3 bilhão, fruto das operações de tesouraria.

As receitas de prestação de serviços e seguros permaneceram quase estáveis, em torno de R$ 11 bilhões, com variação de -0,1% no ano. O recuo de 2,2% no trimestre em tarifas de conta corrente para pessoa física evidencia a estratégia de redução de custos para o cliente. As despesas operacionais subiram 1,7% ao ano, atingindo R$ 17,1 bilhões, impactadas por ajustes salariais e acordos trabalhistas. O índice de eficiência melhorou para 35,7%, 1,4 ponto percentual superior ao trimestre anterior.

Perspectivas de mercado e avaliação acionária

Com base nos resultados, analistas do sell-side ressaltam que o banco está bem posicionado para enfrentar um cenário econômico mais desafiador e captar oportunidades de participação de mercado. O guidance para a alíquota efetiva de Imposto de Renda e Contribuição Social foi revisado para a faixa de 28% a 29%, refletindo a expectativa de queda nas taxas de juros de longo prazo.

A ação da instituição recuou 1,7% no ano, ainda menos que a de concorrentes como Bradesco e Banco do Brasil, que sofreram quedas de cerca de 25%. A capitalização de mercado permanece na ordem de R$ 449 bilhões, reforçando o protagonismo do Itaú no segmento bancário brasileiro.