Em uma operação coordenada, as autoridades sul-coreanas prenderam 56 pessoas envolvidas em um esquema complexo de lavagem de dinheiro utilizando criptomoedas. A ação, realizada nesta terça-feira (16), revelou uma rede criminosa que operava golpes de phishing e fraudes de investimento, causando prejuízos significativos.
O Camboja, localizado no Sudeste Asiáticotem se tornado um ponto de atenção global devido ao aumento de centros de golpes de criptomoedas. Países como Myanmar e Laos também enfrentam desafios semelhantes, com autoridades internacionais intensificando suas ações contra esses esquemas.
Investigação revela esquema de lavagem de dinheiro
A investigação, que analisou mais de 11.300 contas, identificou 265 casos de golpes de phishing e fraudes de investimento. O prejuízo estimado chega a 25,7 bilhões de won (aproximadamente R$ 86,9 milhões).
Os suspeitos presos incluem 23 indivíduos acusados de lavar dinheiro para uma organização criminosa que operava golpes de criptomoedas no Camboja. Além disso, 33 pessoas foram detidas por realizarem operações ilegais de câmbio, movimentando cerca de 6,3 bilhões de won (R$ 21,3 milhões).
Principais organizadores e o líder foragido
Dois suspeitos presos são apontados como os principais organizadores do esquema. No entanto, um terceiro indivíduo, cujo nome não foi identificado, permanece foragido e teve seu nome incluído no Alerta Vermelho da Interpol.
Segundo a mídia local, o grupo iniciou as operações de lavagem de dinheiro em fevereiro de 2026. O esquema consistia no envio de criptomoedas entre corretoras sul-coreanas e estrangeiras, movimentando valores de forma a ocultar a origem ilícita dos recursos.
Golpes de criptomoedas no Sudeste Asiático
Além da ação da Coreia do Sul, golpistas que operam centros de golpes no Sudeste Asiático também estão chamando a atenção de autoridades de outros países. Esses esquemas costumam atrair vítimas com a promessa de emprego na região, mas as vítimas são obrigadas a aplicar golpes em outras pessoas, ficando impossibilitadas de deixar o local.
Em novembro, a China condenou cinco líderes desses centros à pena de morte. Mais recentemente, o próprio governo de Myanmar propôs a mesma punição para esses criminosos.
A operação da Coreia do Sul destaca a necessidade de cooperação internacional para combater esses esquemas complexos de lavagem de dinheiro e fraudes de criptomoedas.


