A Tren de Araguafacção criminosa de origem venezuelana, está sob os holofotes após uma grande operação policial deflagrada nesta terça-feira (16). A Operação Rota do Nortecoordenada pela Polícia Civil do Estado de Roraima (PCRR)mirou o núcleo financeiro do grupo, resultando na prisão do principal operador financeiro no Aeroporto Internacional do Galeãono Rio de Janeiro.
O suspeito, responsável por movimentar mais de R$ 300 milhões em criptomoedas ao longo do último ano, foi capturado durante o cumprimento de mandados judiciais. Entre os bens apreendidos está um veículo da marca Porschesímbolo do luxo e do poder financeiro do grupo.
Operação simultânea em seis estados
A operação, que conta com o apoio do Ministério da Justiça e segurança Pública (MJSP) e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim)está sendo realizada de forma simultânea nos estados do AmazonasRoraimaSão PauloRio de JaneiroMinas Gerais e Paraná.
Foram cumpridos 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 ordens de busca e apreensão. O foco principal é desarticular o comércio ilegal de armamentos de guerra, incluindo fuzis e metralhadoras de grosso calibre, fornecidos pelo grupo a outras facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV).
Uso de criptoativos para lavagem de dinheiro
O monitoramento do fluxo de capitais foi crucial para identificar os integrantes do núcleo criminoso. A Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) utilizou células especializadas em tecnologia para rastrear as transações eletrônicas, revelando o uso estratégico de criptoativos para dissimular a origem dos recursos obtidos com atividades ilícitas.
O secretário Chico Lucas explicou que o asfixiamento do caixa das facções é essencial para impedir a expansão de seu poder sobre os territórios. A retenção de fundos digitais diminui a capacidade de financiamento de novas condutas ilícitas, enfraquecendo a estrutura criminosa.
Desarticulação de lideranças e continuidade das investigações
Apesar da morte do líder supremo da facção, Héctor Rusthenford Guerrero Floresconhecido como Niño Guerreroas células operacionais do grupo continuam ativas em várias regiões brasileiras. A união de dados entre os estados ajuda a mapear os caminhos utilizados para a lavagem de dinheiro internacional.
Os investigadores buscam identificar outros agenciadores que colaboravam na triangulação de contas bancárias e carteiras de criptomoedas. As diligências prosseguem em andamento para a consolidação de todos os materiais arrecadados pelas delegacias.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro publicou um vídeo no momento da apreensão do suspeito no Aeroporto do Galeão, reforçando a transparência e a eficiência da operação.



