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8 agosto 2026

Fundador de plataforma de criptomoedas acusado de desviar US$ 10 milhões

Taj Tarsha, fundador de uma plataforma de criptomoedas, foi acusado de fraude milionária. Descubra como ele desviou US$ 10 milhões de investidores.

Fundador de plataforma de criptomoedas acusado de desviar US$ 10 milhões

Em um caso que abalou o mundo das criptomoedas Taj Tarsha, fundador da plataforma Few and Far, foi acusado de fraude milionária. A justiça dos Estados Unidos indiciou Tarsha na quarta-feira (5) na comarca do sul do estado de Nova York, sob suspeitas de desvios financeiros que somam mais de US$ 10 milhões.

A plataforma Few and Far prometia a construção de um mercado livre para negociação de tokens, atraindo investidores com a garantia de desenvolvimento contínuo de sua interface de negócios. No entanto, os procuradores americanos alegam que o dinheiro captado foi utilizado para sustentar um estilo de vida extravagante na Flórida.

Desvios financeiros e gastos extravagantes

Logo após receber os aportes dos investidores, Tarsha iniciou a transferência oculta do capital para contas em plataformas virtuais de azar. Ele utilizou os fundos em cassinos online e na aquisição de criptomoedas de alto risco. Além disso, o empresário elaborou esquemas para retirar quase um milhão de dólares dos caixas, sob o pretexto de bonificações por metas de vendas atingidas.

Os desvios criminosos duraram por mais de doze meses com gastos direcionados para a compra de um apartamento de luxo na cidade de Miami. Tarsha também utilizou os fundos para pagar por escritórios de decoração de interiores e equipamentos para estúdios musicais, enquanto mantinha um passatempo como produtor de festas.

Auditoria revela irregularidades financeiras

Uma auditoria independente, realizada no mês de junho do ano passado, revelou diversas irregularidades financeiras na plataforma Few and Far. Tarsha construiu uma narrativa com argumentos falsos para justificar os saques e acalmar os ânimos dos financiadores do projeto.

Na realidade, a liderança corporativa demitiu quase todos os funcionários da área de tecnologia e rompeu os contratos vigentes. Apenas um prestador de serviços solitário continuou na folha de pagamento para simular algum nível de progresso das ferramentas de negociação virtual.

O lançamento do criptoativo FAR e as consequências

O lançamento do criptoativo batizado de FAR, criado às pressas, não adiantou. O ativo despencou para cotações muito próximas a zero pouco tempo após aparecer nas listagens de corretoras limitadas. O esquema corrompeu os cofres do projeto tecnológico e gerou perdas reais irreparáveis aos entusiastas e financiadores de negócios emergentes.

Taj Tarsha, de 34 anos, admitiu em conversas privadas a falta de sentido em aprovar salários altos em um ambiente sem produtos funcionais. As receitas zeradas da companhia não frearam a dilapidação rotineira dos fundos depositados com base na confiança das promessas comerciais.

Autor

Bruno Costa