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11 junho 2026

Como as tensões entre EUA e Irã estão afetando os mercados financeiros globais e brasileiros

As tensões entre EUA e Irã e os dados de inflação nos EUA estão redefinindo as estratégias dos investidores. Descubra como isso afeta os mercados globais e brasileiros.

Como as tensões entre EUA e Irã estão afetando os mercados financeiros globais e brasileiros

Os mercados financeiros globais estão sob intensa pressão devido à escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã. A situação geopolítica, combinada com a expectativa dos dados de inflação nos EUA, está redefinindo as estratégias dos investidores em todo o mundo. No Brasil, os fundos multimercados, que haviam apostado em uma queda da Selic e na valorização da Bolsa e do real estão enfrentando desafios significativos.

O presidente Donald Trump havia afirmado que um acordo com o Irã seria firmado em dois ou três dias mas a situação se deteriorou rapidamente. Washington atacou sistemas de defesa iranianos em resposta a uma suposta agressão do país a um helicóptero americano, reacendendo as tensões no Oriente Médio. Essa troca de ataques, uma das mais significativas desde o cessar-fogo firmado entre os dois países em abril levou o preço do petróleo a subir mais de 1%.

Impactos nos mercados globais

Os investidores estão adotando uma postura cautelosa diante do risco de novas escaladas no conflito. Além da questão geopolítica, o mercado está acompanhando de perto os desdobramentos da inflação global e a consequente reprecificação dos juros. Há preocupações de que o Banco Central brasileiro possa não apenas interromper o ciclo de flexibilização monetária, mas voltar a elevar a Selic.

Os dados de inflação nos EUA, que serão divulgados em maio são aguardados com grande expectativa. Segundo participantes do mercado, o índice de preços ao consumidor (CPI) pode ultrapassar 4% pela primeira vez desde 2026. Um resultado mais forte tende a pressionar especialmente as ações de tecnologia, após o sell-off observado na semana passada.

Volatilidade nos ativos brasileiros

Os ativos brasileiros também podem registrar forte volatilidade. Na véspera, mesmo com o alívio temporário das tensões no Oriente Médio, os juros futuros e o dólar encerraram praticamente estáveis, sem recuperar as perdas recentes decorrentes do estresse observado nos mercados de renda fixa e câmbio. O Ibovespa por sua vez, avançou 0,68%, aos 169.813 pontos, após uma sequência de sessões negativas.

No cenário doméstico, os investidores também monitoram os desdobramentos eleitorais. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%. Brancos e nulos somam 14%, enquanto os indecisos representam 4%.

Estratégias dos fundos multimercados

A eclosão da guerra do Irã Com posições muito parecidas, quase todos mergulharam de forma sincronizada. O book típico era de apostas na queda da Selic e valorização da Bolsa e do real – o kit Brasil – com os fundos enfrentando desafios significativos para se adaptar à nova realidade.

Os investidores estão agora buscando estratégias alternativas para mitigar os riscos associados à volatilidade dos mercados. A situação exige uma análise cuidadosa e uma abordagem flexível para navegar nesse cenário complexo e em constante mudança.