A vida financeira de muitos brasileiros segue um ciclo previsível: trabalhar, receber o salário e, após pagar as contas fixas, sobrar pouco ou nada. Essa realidade não é apenas uma impressão, mas um reflexo da situação econômica do país.
Segundo a Sondagem do Mercado de Trabalho do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 7 em cada 10 trabalhadores entrevistados conseguiram honrar seus compromissos financeiros essenciais nos últimos 90 dias. No entanto, apesar dessa melhora, os desafios persistem, especialmente quando se trata de alimentação e serviços públicos.
O que explica a melhora no pagamento de contas?
De acordo com a pesquisa da FGV, 69,1% dos trabalhadores entrevistados conseguiram pagar suas contas básicas, como água, energia e aluguel, nos últimos três meses. Esse percentual representa um aumento de 2,6% em comparação ao mesmo período de 2026.
O economista Rodolpho Tobler do IBRE, atribui essa melhoria ao aumento da renda. “Os resultados de junho mostram que a evolução do mercado de trabalho, especialmente com a melhora na renda, permite que boa parte das pessoas consigam pagar suas contas básicas”, afirma Tobler. No entanto, ele alerta para a quarta queda consecutiva nesse indicador, relacionada à desaceleração do mercado de trabalho.
Em fevereiro de 2026, o indicador de renda havia registrado 72,4%, mostrando uma queda em relação a esse período. Apesar disso, a expectativa é que o percentual de trabalhadores que conseguem pagar suas contas permaneça em um patamar positivo, mesmo com o crescimento mais lento do mercado de trabalho.
Quais são os principais gastos que pressionam o orçamento das famílias?
Os gastos com alimentação são os que mais pesam no orçamento das famílias, seguidos por contas de serviços públicos, aluguel ou financiamento de moradia e transporte. A FGV destaca que o custo com transporte foi o que mais cresceu em comparação ao último ano, saltando de 2,0% para 27,6%, um aumento de aproximadamente 25,6%.
“Entre os itens que mais pesam, contas de serviços públicos e custo de transporte foram os que mais subiram na composição do orçamento das famílias, sendo o último muito relacionado com o aumento do preço dos combustíveis”, comenta Tobler.
Como manter o orçamento equilibrado?
Diante da renda limitada, anotar todos os gastos diariamente e reduzir o que não é tão essencial pode ajudar a redistribuir o salário para o que importa. Além disso, destinar parte do salário para a criação de uma reserva de emergência mesmo investindo pouco, a partir de R$ 5,00, já ajuda a criar o hábito de poupar antes de gastar.
Mesmo com as dicas de educação financeira, a renda ainda pode não ser suficiente. Nessa hora, contar com um crédito acessível pode ajudar a eliminar dívidas mais caras, unificando-as, e aliviar o orçamento. Alternativas como o Empréstimo Consignado INSS e o Consignado CLT oferecem taxas de juros reduzidas e desconto direto no benefício ou salário, respectivamente.
Para quem tem saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a modalidade Saque-Aniversário permite receber parte dos valores no mês de aniversário. Com o Empréstimo FGTS é possível antecipar as parcelas futuras do Saque-Aniversário e recebê-las agora, com as parcelas descontadas anualmente do saldo do FGTS.
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