Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, tem apresentado propostas ambiciosas para a educação e defendido a necessidade de investigações independentes sobre casos de corrupção. Durante um evento no Parque Industrial Thomas Edison, Haddad destacou a importância de revisar contratos públicos para liberar recursos para a educação.
O ex-ministro da Fazenda prometeu ampliar os Centros Educacionais Unificados (CEU) para todo o estado e criar um programa similar ao Pé-de-Meia que incentiva a frequência escolar com pagamentos vinculados. Além disso, Haddad criticou modelos educacionais como as escolas cívico-militares, afirmando que não expandirá esse modelo, mas também não o eliminará.
Reformas educacionais e valorização dos professores
Haddad propôs substituir contratações temporárias por planos de carreira baseados em concursos públicos, além de dobrar o número de vagas em tempo integral nas escolas estaduais. Ele também criticou o uso de plataformas digitais nas escolas, afirmando que os professores estão sendo pressionados a usar conteúdos padronizados e se sentem desprestigiados.
“Aquilo ali não vai resolver nada a educação. Você está fazendo uma plataformização contra o professor”, afirmou Haddad. Ele prometeu realizar novos concursos públicos para professores e criar uma carreira que dê aos docentes “perspectiva de futuro”.
Defesa de investigações independentes
Durante uma sabatina, Haddad defendeu a atuação independente da Polícia Federal no inquérito que investiga indícios de corrupção envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. “Eu sou a favor de passar a régua em quem quer que seja. Porque, assim, tem uma lei, ela tem que ser respeitada”, afirmou o candidato.
Haddad também comentou sobre o caso Master e o envolvimento de ministros do governo Bolsonaro, afirmando que toda apuração tem impacto, mas defendeu a liberdade das autoridades para investigar e denunciar. “Quem é candidato responde pelos seus atos”, disse.
Críticas ao governo atual e propostas para o futuro
Haddad criticou o modelo de tecnologia adotado pela Secretaria da Educação do governo Tarcísio de Freitas, afirmando que os professores estão sendo tratados “quase como um objeto”. Ele prometeu conversar com os professores e recuperar a rede pública de São Paulo.
“Esse terror vai acabar. Nós vamos dar as mãos. Eu quero o compromisso de todo mundo de que nós vamos recuperar esse estado. Nós vamos fazer isso juntos”, afirmou Haddad. Ele também destacou a importância de maior autonomia pedagógica para os professores.
Marina Silva, candidata ao Senado, também criticou o modelo adotado na rede estadual e defendeu a liberdade dos professores para usar sua formação e experiência na relação com os alunos. “A tecnologia deve estar a serviço do conhecimento, a serviço dos professores, a serviço dos alunos”, afirmou Marina.



