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8 julho 2026

Programa UDAX da Ripple e FGV acelera startups de blockchain no Brasil

A Ripple, em parceria com a FGV, trouxe ao Brasil o programa UDAX, acelerando startups de blockchain e conectando inovação acadêmica ao mercado.

Programa UDAX da Ripple e FGV acelera startups de blockchain no Brasil

A Ripple líder em soluções corporativas baseadas em blockchain para o sistema financeiro, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) lançou no Brasil o University Digital Asset Xcelerator (UDAX). Este programa inovador tem como objetivo conectar a academia ao mercado, oferecendo recursos técnicos, mentorias especializadas e conexões estratégicas para startups que desenvolvem soluções no XRP Ledger (XRPL).

O UDAX chegou ao Brasil após uma edição bem-sucedida em 2026 na Universidade da Califórnia, Berkeley e ao longo de oito semanas, engenheiros da Ripple trabalharam com professores e especialistas da FGV, da UC Berkeley e da rede global da University Blockchain Research Initiative (UBRI) para apoiar nove startups brasileiras em diferentes estágios de maturidade.

Impacto e resultados do programa UDAX

Durante o programa, os empreendedores participaram de seminários conduzidos por professores reconhecidos internacionalmente e especialistas da indústria, receberam mentorias individuais com executivos da Ripple e especialistas do ecossistema, além de terem acesso a parceiros estratégicos e investidores para acelerar o crescimento de seus negócios.

“O grande destaque desta turma não foi apenas a tecnologia, mas quem ela beneficia. Quando o rigor acadêmico encontra empreendedores que resolvem problemas reais, surgem soluções em blockchain capazes de gerar impacto concreto. Essa é a essência da UBRI e do UDAX da Ripple”, afirma Lauren Weymouth Senior Director of University Partnerships na Ripple.

Os resultados alcançados reforçam o impacto da colaboração da Ripple com instituições acadêmicas no avanço da inovação em blockchain. De acordo com a pesquisa realizada ao final do programa, as startups registraram, em média, aumento de 83% na maturidade de seus produtos, enquanto a prontidão para receber investimentos cresceu 53%. Os fundadores também reportaram aumento médio de 33% na confiança em seus modelos de negócio e crescimento de 15% na base de usuários ativos ou clientes pagantes.

O programa alcançou nota média de satisfação de 4,78 em uma escala de 5 pontos, e 78% dos participantes avaliaram o impacto da iniciativa na qualidade de seus pitches para investidores com nota 4 ou 5. Além disso, todos os fundadores que responderam à pesquisa afirmaram que retornariam como mentores em futuras edições do programa.

Demo Day e apresentação das startups

O Demo Day realizado no campus da FGV, reuniu cerca de 100 empreendedores, investidores, acadêmicos, representantes da Ripple e membros da comunidade blockchain para apresentar os resultados da primeira edição brasileira do UDAX. Seis integrantes da equipe global da Ripple participaram presencialmente do evento.

“A pesquisa acadêmica sobre ativos digitais muitas vezes evolui em um ritmo mais lento do que o mercado. O UDAX ajuda a reduzir essa distância ao reunir pesquisadores e empreendedores para transformar conhecimento em empresas reais”, conta Jéfferson Colombo Diretor do FGV Digital Finance e professor da Escola de Economia de São Paulo da FGV.

Startups aceleradas e soluções desenvolvidas

Entre as startups aceleradas, destacam-se:

  • Levery (Cristiano Policarpo e Ingrid Gomes): lançou o Levery | Ripple UDAX Sandbox, ambiente voltado para instituições financeiras explorarem Ripple USD e liquidez baseada na XRPL. A iniciativa reuniu oito instituições participantes, gerou mais de 44 mil transações on-chain e ampliou a base de clientes da startup de sete para doze organizações.
  • Kapitale (Anderson Pereira): desenvolveu um roadmap para tokenização de recebíveis e registro de transações na XRPL, com foco em ampliar a transparência e a escalabilidade do mercado de financiamento de crédito.
  • VS1 Finance (Nikoloz Beradze e Mikheil Didebulidze): refinou sua estratégia para levar títulos corporativos à blockchain dentro de estruturas regulatórias. A startup também concluiu a demonstração de sua plataforma aprovada pelo Banco Central e prepara sua primeira emissão regulada de ativos do mundo real (RWAs) tokenizados para o segundo semestre de 2026.
  • BillPay (Glaucio Silva, Daniel Franco e Rosangela Doehl): passou por um reposicionamento estratégico, evoluindo de uma solução de pagamentos internacionais para uma infraestrutura de arrecadação e liquidação voltada ao corredor comercial entre Brasil e Paraguai.
  • TrustBond (Luiz Calado, Rafaela Ferrari Kley, Rogério Nahas e Marina Miranda): aprimorou sua plataforma voltada à rastreabilidade e transparência de doações. A startup concluiu o programa com sete projetos-piloto ativos e mais de € 1 milhão em doações solicitadas por meio da plataforma.
  • PixNow (Victor Cunha e Bruno Ventura): aprimorou sua estratégia de go-to-market e a comunicação com investidores, ampliando sua base de clientes corporativos de 12 para 17 durante a aceleração.
  • Regolda (Daniele e Isaac Kielmanowicz): fortaleceu parcerias estratégicas e seu posicionamento junto a investidores para avançar na criação de um dos principais tokens públicos lastreados em ouro na XRPL.
  • Lendara (André Rodrigo Meira e Silva): trabalhou com mentores jurídicos para adaptar sua solução de microcrédito baseada em blockchain voltada à agricultura familiar e operações de barter no agronegócio, garantindo conformidade regulatória.
  • C9 Tech (Thiago Chaves Ribeiro, Marcos Portes, Matheus, Arthur Gomes e Helio Rosado Neto): já operando na XRPL Mainnet e atendendo 12 clientes corporativos, utilizou o programa para fortalecer sua narrativa de captação de investimentos voltada a pagamentos e tokenização.

Além dos avanços tecnológicos, os fundadores destacaram o papel das mentorias individuais, dos workshops de negócios e da interação direta com pesquisadores, investidores, executivos da Ripple e especialistas em blockchain no fortalecimento de suas estratégias empresariais. Ao longo da aceleração, os participantes também passaram a integrar a rede global da UBRI, ampliando oportunidades de colaboração com universidades, lideranças do setor e o ecossistema global da XRPL.