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1 julho 2026

Análise da Kapitalo: Impacto da IA, inflação e estratégias de investimento no 2º semestre

A Kapitalo Investimentos analisa o cenário econômico do segundo semestre, destacando o impacto da inteligência artificial e as oportunidades em setores como tecnologia e petróleo

Análise da Kapitalo: Impacto da IA, inflação e estratégias de investimento no 2º semestre

A Kapitalo investimentos apresenta sua visão para o segundo semestre de 2026, destacando o impacto da inteligência artificial (IA) no mercado e as oportunidades de investimento. A gestora aponta que a IA está transformando o ambiente macroeconômico, influenciando cerca de metade das estratégias dos fundos Zeta e K10.

Carlos Woelz, gestor da Kapitalo, explica que a IA deve aumentar a produtividade do trabalho humano, mas ainda não se observou esse efeito devido à fase de implantação da tecnologia, que exige mais profissionais. Isso contribuiu para a estabilização do mercado de trabalho global e um aumento nos preços do petróleo, pressionando a inflação e elevando as expectativas de juros mais altos por mais tempo.

Impacto da IA e perspectivas para a inflação

A Kapitalo acredita que a IA tenderá a agir como uma pressão deflacionária no médio prazo, mas no curto prazo, o cenário é diferente. O conflito entre Estados Unidos e Irã gerou um choque no preço do petróleo, aumentando os custos e a inflação. Além disso, a mudança no comando do Federal Reserve (Fed) adotou uma postura mais hawkish favorecendo juros mais altos.

Bruno Cordeiro, gestor do fundo K10, e Woelz apontam que o impacto do choque do petróleo não deve durar muito em países desenvolvidos, mas em países emergentes, como o Brasil o efeito tende a ser mais duradouro devido à menor capacidade de ajuste da cadeia produtiva.

Estratégias de investimento e cenário eleitoral

Para o segundo semestre, Cordeiro tem um viés de que a inflação não será o principal fator para elevação dos juros pelo Fed. A Kapitalo considera exagerada a perspectiva de que a Selic encerará o ano em 15% no ano que vem, revisando para baixo suas projeções para a inflação no curto prazo.

No Brasil, a gestora aponta que as eleições tendem a chacoalhar o risco retorno dos investimentos devido à incerteza sobre como o novo presidente tratará a expansão da dívida do país. Woelz afirma que, se a questão fiscal não for tratada, isso pode gerar uma crise significativa no médio prazo. A Kapitalo acredita que a eleição ainda está muito aberta, apesar das pesquisas apontarem para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Reposicionamento da carteira e oportunidades

Diante desse cenário, a Kapitalo adotou posições mais neutras, com um viés de normalização da inflação e apostas relativas entre países. Cordeiro destaca que títulos públicos ou privados embutem taxas de juros atrativas em diferentes prazos de vencimento, devido ao risco eleitoral e à expectativa de elevação dos juros pelo Fed.

A gestora também está mais comprada em bolsa no exterior e no dólar americano em relação a moedas de países desenvolvidos. O foco está em setores que prestam serviços aos investidores, beneficiados pela atividade econômica puxada pelos investimentos em IA.

Autor

Bruno Costa