A Wellhub anunciou nesta quinta-feira (1) a extensão de seu Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) em mais R$ 100 milhões, reforçando a linha de crédito dirigida a academias e estúdios parceiros em todo o Brasil. O movimento segue a estratégia financeira iniciada em agosto de 2025, quando o primeiro aporte de mesmo valor foi criado para atender a demandas de renovação e expansão do setor de fitness corporativo.
Com a nova captação já confirmada, o fundo acumula mais de R$ 100 milhões efetivamente concedidos a mais de mil estabelecimentos. O ticket médio das operações gira em torno de R$ 130 mil, com prazos que podem chegar a 30 meses, permitindo que negócios de pequeno e médio porte planejem reformas, aquisição de equipamentos modernos ou abertura de novas unidades sem comprometer seu fluxo de caixa.
Detalhes do aporte e condições de financiamento
Os critérios de elegibilidade exigem, no mínimo, um ano de relacionamento com a plataforma e histórico de check-ins que gere recebíveis mensais. As parcelas são descontadas diretamente dos repasses que a Wellhub faz ao estabelecimento, o que alinha o pagamento à capacidade financeira real de cada parceiro. Embora a empresa não divulgue a taxa de juros, afirma que o custo do crédito é inferior ao praticado no mercado, pois se baseia na soma da Selic com um spread ajustado ao risco de cada tomador.
Mais de um terço da base ativa – cerca de 15 mil parceiros – já possui linhas pré-aprovadas, e a expectativa é que o número de contratantes cresça à medida que o fundo atinge novos estabelecimentos. A operação é estruturada pela Galapagos Capital e administrada pela QI Tech que cuida da custódia e escrituração dos ativos.
Quem são os beneficiários e quais são seus objetivos
O perfil predominante dos tomadores são academias de bairro e pequenos estúdios, que representam aproximadamente 95 % da base da Wellhub. A maioria tem até quatro unidades, sendo que 85 % operam apenas uma. Esses empreendedores utilizam o crédito para reformar espaços físicos, substituir equipamentos antigos e, em alguns casos, abrir novas unidades para competir com grandes redes.
Exemplos recentes incluem uma academia de Rio de Janeiro que obteve R$ 5 milhões para inaugurar três filiais e outro estabelecimento que captou R$ 1 milhão para transferir sua unidade para um novo endereço. Em contrapartida, alguns parceiros solicitaram valores menores – entre R$ 50 mil e R$ 70 mil – para despesas pontuais como instalação de ar-condicionado ou compra de equipamentos auxiliares.
Estrutura de apoio e posicionamento competitivo
Além do crédito, a Wellhub oferece um portfólio de seguros específicos para o setor, cobrindo responsabilidade civil, danos ao patrimônio, roubo de equipamentos, eventos naturais e lucros cessantes, com planos a partir de R$ 54,58 mensais. A plataforma também disponibiliza um repasse semanal, que antecipa o valor dos check-ins e garante maior previsibilidade para despesas recorrentes, como folha de pagamento e aluguel.
Em termos de competição, a principal rival no segmento de benefícios corporativos é a TotalPass que vem ampliando rapidamente sua rede de academias. Contudo, a Wellhub reforça que não opera academias próprias, portanto não concorre diretamente com seus parceiros. Seu modelo de negócio depende do crescimento conjunto: quanto mais os estabelecimentos expandem, maior o volume de transações e, consequentemente, a capacidade de gerar novos fundos de crédito.
Com mais de 45 mil parceiros ativos no Brasil e cerca de 50 mil empresas conectadas em 18 países, a Wellhub continua a focar na entrega de valor ao ecossistema de bem-estar. O novo aporte de R$ 100 milhões representa não apenas um reforço financeiro, mas também um compromisso de longo prazo com a modernização e a competitividade das academias de pequeno porte, que agora contam com um recurso de capital barato e ajustado à sua realidade.



