O Santander anunciou a expansão da sua operação de criptomoedas para todos os clientes no Brasil, liberando a negociação de ativos digitais diretamente pelo aplicativo da instituição ainda em maio de 2026. Até então, a oferta vinha sendo disponibilizada por meio da fintech Toro por cerca de dois anos, mas agora a entrega do serviço será centralizada dentro do ecossistema do banco, buscando integrar investimentos digitais ao cotidiano financeiro de milhões de correntistas.
Essa mudança representa não apenas uma alteração na interface de acesso, mas também um reposicionamento operacional: o banco criou uma unidade dedicada às atividades com ativos virtuais e montou uma estrutura societária e de capital que atende às exigências regulatórias. A iniciativa promete trazer maior conveniência para clientes que preferem não recorrer a exchanges externas, além de colocar o produto cripto sob a mesma governança do restante dos serviços financeiros ofertados pelo Santander.
O que muda para os clientes
Com a integração no app principal do banco, o cliente ganhará a possibilidade de comprar e vender criptomoedas ao lado dos demais investimentos e produtos bancários, simplificando o acompanhamento e a gestão do portfólio. A operação deve reduzir a necessidade de abrir contas em plataformas terceiras, oferecendo um fluxo de experiência unificado e suporte via canais do banco. O objetivo anunciado é tornar o acesso mais prático e alinhado aos padrões internos de governança, risco e compliance, trazendo para um ambiente conhecido a negociação de ativos digitais, sem exigir conhecimento técnico prévio dos investidores.
Ativos disponíveis e experiência de uso
Na estreia da funcionalidade, o banco disponibilizará negociações em uma seleção de tokens reconhecidos no mercado, contemplando o Bitcoin, Ethereum, Polygon, Litecoin, Algorand, Avalanche, Cardano, Polkadot, Solana e a stablecoin USDC. A lista inclui tanto moedas com função de reserva de valor como tokens focados em contratos inteligentes e soluções de escalabilidade. Em termos práticos, o usuário encontrará esses ativos na área de investimentos do aplicativo do Santander, com ferramentas para compra e venda integradas à sua conta corrente.
Detalhes sobre os ativos
Os ativos oferecidos cobrem diferentes casos de uso: o Bitcoin (BTC) como reserva de valor, o Ethereum (ETH) e redes compatíveis como Polygon (POL) para contratos e dapps, Solana (SOL) e Avalanche (AVAX) para alta performance, além de alternativas como Litecoin (LTC), Algorand (ALGO), Cardano (ADA) e Polkadot (DOT). A stablecoin USDC aparece para quem busca exposição com referência ao dólar. Em cada caso o banco sinaliza que operará com o mesmo framework de controle aplicável aos produtos tradicionais.
Estrutura legal, capital e conformidade
Para formalizar a atuação no mercado de ativos virtuais o Santander reorganizou sua estrutura e criou a empresa Santander Investimentos Sociedade Prestadora de Servicos de Ativos Virtuais S.A., registrada como SPSAV. A operação aparece perante a Receita Federal com o CNPJ 12.455.479/0001-30, ativo segundo consulta realizada por fontes jornalísticas em 12/05/2026. O capital social inicial declarado é de R$ 283.299.721,27, valor que atende às exigências mínimas estabelecidas pelo regulador para esse tipo de atividade.
CNPJ e capital social
A criação do CNPJ específico e a composição do capital refletem o esforço do banco em colocar a oferta dentro do caminho regulatório. Ao operar por meio de uma SPSAV, o Santander se alinha ao arcabouço exigido após avanços normativos no país, buscando oferecer o serviço de maneira estruturada e supervisionada. Essas medidas reforçam a intenção de consolidar a presença institucional no mercado cripto, em um contexto de maior supervisão por parte do Banco Central do Brasil.
Governança e posição do banco
Segundo declarações públicas do executivo responsável pela área, o Santander tem construído a oferta de ativos digitais com os mesmos controles de risco e conformidade aplicados aos produtos tradicionais. Em comunicado feito em dezembro, a liderança destacou que a implementação segue um framework que busca proteger os clientes e a integridade do mercado, combinando a conveniência do acesso pelo app com protocolos internos de segurança e monitoramento.
O movimento do Santander ocorre num momento de maior formalização do setor no Brasil, impulsionado pela entrada em vigor de regras como a Lei nº 14.478/2026 e pela intensificação da supervisão das operações com ativos virtuais. Com isso, a oferta integrada pelo banco tende a aumentar a concorrência com corretoras especializadas e outras instituições financeiras, ao mesmo tempo em que amplia a legitimidade e a visibilidade das criptomoedas entre investidores de perfil variado.
Para os clientes que desejam acompanhar a liberação da função, a expectativa é que a novidade seja liberada de forma escalonada dentro do aplicativo do Santander ao longo de maio de 2026, com a área de investimentos sendo o ponto de entrada. Informações oficiais e atualizações podem ser consultadas nos canais do banco.
