O Rio de Janeiro está se posicionando como um dos principais centros de inteligência artificial do mundo. Durante a abertura do Web Summit Rioem 8 de junho, a Prefeitura do Rio anunciou um investimento de US$ 550 milhões para o projeto Rio AI Cityque visa transformar a cidade em um polo global de infraestrutura digital.
Este investimento faz parte da primeira fase da aquisição da Elea Data Centers pela I Squared Capitaluma gestora global de investimentos em infraestrutura. A expectativa é que este movimento inicie um ciclo de expansão que pode chegar a US$ 10 bilhões nos próximos anos.
Parceria estratégica para o Rio AI City
Durante o evento, o prefeito Eduardo Cavaliere assinou um Memorando de Entendimento com a Elea Data Centers e a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar). O documento formaliza a cooperação entre as instituições para a implantação do complexo de inteligência artificial, com o objetivo de colocar o Rio de Janeiro entre os dez maiores polos globais de IA até 2032.
O acordo prevê uma agenda conjunta de articulação institucional, estudos técnicos, mobilização de recursos e atração de novos parceiros públicos e privados. O memorando terá vigência de 36 meses e reforça o papel da Prefeitura do Rio como apoiadora institucional do projeto.
Complexo de data centers na região do Parque Olímpico
O Rio AI City faz parte da estratégia da Prefeitura do Rio para posicionar a cidade na economia digital. O projeto prevê a implantação de um complexo de data centers voltado para inteligência artificial na região do Parque Olímpicona Barra da Tijuca.
A previsão é de investimentos totais de cerca de US$ 65 bilhões ao longo da próxima década. O complexo terá capacidade energética inicial de 1,5 GW, com expansão prevista para até 3 GW em 2032. O projeto já conta com o data center RJO1 em operação e entra agora na fase de construção dos novos sites que vão compor a expansão da Rio AI City.
Condições favoráveis para o projeto
Segundo a Prefeitura do Rio, a cidade reúne condições pouco comuns para esse tipo de empreendimento. A capital fluminense teria cerca de 3 GW de energia disponível para novos projetos, boa parte acessível no curto prazo. A combinação de energia, conectividade internacional, logística e ambiente urbano competitivo é tratada como um diferencial do Rio em relação a outros centros globais.
Além do acordo com a Elea e a CCPara Prefeitura do Rio vem costurando uma frente institucional para viabilizar o projeto. O município também assinou memorandos de entendimento com o Ministério da Ciência, Tecnologia e inovação (MCTI)o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)o BNDESa Eletrobras e a Finep.
Impacto econômico e social
A expectativa é que o empreendimento gere mais de 10 mil empregos qualificados, fortaleça o ecossistema local de inovação e amplie a atração de startups, centros de pesquisa e empresas globais de tecnologia para o Rio de Janeiro.
O projeto também visa responder à alta demanda mundial por infraestrutura de inteligência artificial. O avanço de modelos de linguagem e aplicações de IA, como o ChatGPTaumentou a necessidade de supercomputadores, data centers de alta capacidade e acesso a energia em grande escala.



