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29 junho 2026

Raízen divulga resultados financeiros do quarto trimestre da safra 2026/26

A Raízen anunciou um prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões no quarto trimestre da safra 2026/26, mas destaca avanços em seu plano de transformação.

Raízen divulga resultados financeiros do quarto trimestre da safra 2026/26

A Raízen, uma das maiores empresas do setor de energia e açúcar do Brasil, divulgou nesta segunda-feira seus resultados financeiros do quarto trimestre da safra 2026/26. Os números revelam um prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões um aumento significativo em relação ao prejuízo de R$ 2,5 bilhões registrado no mesmo período da safra anterior.

Apesar do resultado negativo, a empresa destaca que o trimestre foi marcado por avanços importantes em seu plano de transformação. A Raízen conseguiu reduzir aproximadamente R$ 1 bilhão em custos e despesas ao longo da safra, além de cortar R$ 3,3 bilhões nos investimentos em relação ao ciclo anterior.

Desempenho operacional e financeiro

O Ebitda ajustado da Raízen foi de R$ 2,8 bilhões no quarto trimestre da safra 2026/26, representando um aumento de 46% na comparação com o mesmo período da safra anterior. No entanto, a receita líquida ficou em R$ 51,3 bilhões um valor 11,1% inferior ao observado no período anterior.

A dívida líquida da empresa também aumentou, atingindo R$ 58,2 bilhões um montante 69,9% acima do registrado anteriormente. Apesar desses desafios, a Raízen está implementando medidas para melhorar sua situação financeira.

Recuperação extrajudicial e avanços estratégicos

A empresa destacou o avanço da recuperação extrajudicial tendo obtido o apoio de mais de 80% dos credores. A Raízen protocolou um plano de reestruturação de dívidas, que inclui um aumento de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell a conversão de parte dos créditos em ações e o refinanciamento do saldo remanescente da dívida.

O desempenho operacional foi impulsionado pelo segmento de distribuição de combustíveis no Brasil, cujo Ebitda ajustado avançou 60,4% para R$ 1,7 bilhão. Esse crescimento foi beneficiado por maiores volumes comercializados e ganhos de eficiência. Por outro lado, a operação de etanol, açúcar e bioenergia continuou pressionada pelos impactos climáticos sobre a produção agrícola e pela menor moagem de cana na safra.