A CSN está em meio a um processo de desinvestimento significativo em 2026, visando reduzir sua dívida e reorganizar seu portfólio. A empresa está vendendo um conjunto de ativos de infraestrutura, incluindo terminais portuários no Rio de Janeirosua participação na MRSe a recém-adquirida Toraespecializada em logística.
Essa movimentação ocorre paralelamente ao processo de venda da CSN Cimentosa segunda maior fabricante de cimento do Brasil. A empresa recebeu ofertas não vinculantes no início de maio e quatro companhias avançaram para a próxima fase: Votorantim e Polimixdo Brasile Huaxin Cement e Sinoma Internationalda China.
Processo de venda dos ativos de infraestrutura
A venda dos ativos de infraestrutura está sendo conduzida pelos bancos Citibank e Bradesco. Esse pacote inclui terminais portuários estratégicos no Rio de Janeiroa participação na MRSuma empresa de transporte ferroviário de carga, e a Toraadquirida recentemente pela CSN.
Essa estratégia faz parte de um plano mais amplo anunciado em janeiro de 2026, com o objetivo de reduzir a dívida da empresa e melhorar sua saúde financeira. A venda da divisão de cimento, por si só, pode levantar entre R$ 12 e R$ 13 bilhõesum valor significativamente maior que a avaliação inicial de R$ 10 bilhões.
Venda da CSN Cimentos e impacto financeiro
A CSN Cimentos é um ativo crucial para a empresa, e sua venda é parte essencial da estratégia de desinvestimento. As quatro companhias interessadas devem encaminhar propostas vinculantes até o dia 7 de agosto. Esse valor de venda é maior que o valor de mercado da CSN, que está em R$ 8,02 bilhões.
Além disso, a CSN registrou um prejuízo líquido de R$ 555 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma redução de 24,2% em relação ao mesmo período de 2026. O Ebitda ajustado somou R$ 2,646 bilhõescom um aumento de 5,5% na comparação anual. A receita líquida atingiu R$ 10,604 bilhõescom uma queda de 2,8% frente ao primeiro trimestre de 2026.
Dívida e alavancagem
A empresa encerrou o trimestre com uma dívida líquida de R$ 40,5 bilhõesacima dos R$ 35,8 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2026, mas abaixo dos R$ 41,2 bilhões do fim de 2026. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitdaficou em 3,36 vezes no trimestre, com uma redução de 11,6 pontos-base em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Esses números refletem os esforços da CSN para melhorar sua posição financeira e reduzir sua dívida. A venda dos ativos de infraestrutura e da divisão de cimento é um passo importante nessa direção, permitindo que a empresa se concentre em suas operações principais e melhore sua saúde financeira.



