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12 setembro 2026

Projetos de infraestrutura de gás natural ganham impulso no Brasil

O setor de gás natural no Brasil está em ebulição com novos projetos de infraestrutura para suportar as térmicas do LRCAP.

Projetos de infraestrutura de gás natural ganham impulso no Brasil

O setor de gás natural no Brasil está em ebulição. Seis meses após o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) contratar 15 GW de termelétricas a gás natural, os investimentos em infraestrutura estão ganhando forma. Desde gasodutos até terminais de GNL, o país está se preparando para atender à crescente demanda energética.

Um dos projetos mais recentes é o da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), que apresentou à Agência Nacional de petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) um novo projeto para ampliar a capacidade do Gasbol. Este projeto visa aumentar a flexibilidade e capacidade de envio de gás importado pelo TGS a São Paulo, com investimentos estimados em US$ 290 milhões.

Projeto Livre Alocação da TBG

O Projeto Livre Alocação da TBG inclui várias intervenções estratégicas. Entre elas, o remanejamento de duas estações de compressão (Ecomps) do trecho norte para o sul, entre Araucária (PR) e Garuva (SC). Além disso, prevê a duplicação de um trecho do gasoduto entre Santa Catarina e Paraná e a construção de quatro novos pontos de entrega em Araucária (PR), Campo Grande (MS), Garuva (SC) e Lins (SP).

O presidente da TBG, Jorge Hijjar, destacou que o projeto é essencial para adequar a malha de gasodutos à nova realidade de suprimento de gás. A TBG estima que, até 2031, será necessária a utilização de 15,3 milhões de m³/dia do TGS para atender tanto o mercado térmico quanto o não térmico, garantindo a segurança energética do sistema.

Outros Projetos em Andamento

O impacto das térmicas do LRCAP no planejamento da malha de gasodutos está sendo avaliado pelas transportadoras. Rogério Manso, presidente da Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto (ATGás), sinalizou que as transportadoras pretendem revisar o Plano Coordenado para 2027, incorporando a mudança significativa no aumento da demanda potencial do mercado brasileiro.

Um dos projetos estruturantes é o Projeto Veredas, da Transportadora Associada de Gás (TAG), que contempla loops e a expansão de Ecomps existentes para ampliar a capacidade de transporte de gás no Nordeste. Este projeto foi incluído no programa federal do Comitê Gestor do PAC, a pedido do Ministério de Minas e Energia, que justificou a necessidade de expandir a malha para suprir as novas usinas do LRCAP.

Outorgas para Novas Térmicas

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou as outorgas para várias térmicas vencedoras do LRCAP. Entre elas, a UTE SFE Guarani V2, com capacidade instalada de 155,8 MW, e a UTE Tacaimbó I 2B, com 97,5 MW. Essas usinas, movidas a gás natural, têm prazos rigorosos para obtenção de licenças ambientais e início das operações.

Além dessas, o MME também publicou a outorga para a UTE Cocal Biometano NRD, movida a biometano, e a UTE Trombudo II, ambas com prazos definidos para início das operações. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também emitiu termos aditivos para expansão da potência de usinas hidrelétricas vencedoras do LRCAP, como a UHE Foz do Areia e a UHE Segredo.

Com esses projetos e outorgas, o Brasil está dando passos significativos para garantir o suprimento de energia e a segurança do sistema elétrico, preparando-se para os desafios futuros do setor energético.

Autor

Bruno Costa