O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump intensificou suas críticas aos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta segunda-feira, 22. Em declarações contundentes, Trump afirmou que os países aliados preferiram não ajudar no Estreito de Ormuz apesar de os EUA não precisarem necessariamente de seu apoio.
Durante uma reunião no Salão Oval da Casa Branca Trump afirmou que os aliados disseram que preferiam não ajudar, uma declaração que ele considerou estúpida. “Porque nós podemos dizer isso a eles se quisermos, e talvez digamos”, ameaçou o presidente, que tem uma reunião agendada com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte nesta semana.
Críticas a líderes europeus e britânicos
Além das críticas à Otan, Trump também direcionou suas palavras ao primeiro-ministro britânico em fim de mandato, Keir Starmer e aos países Itália e Alemanha. Segundo Trump, Starmer não foi bom com os EUA na Otan e tem dois problemas principais: energia e imigração.
“Ele não foi bom conosco na Otan”, afirmou Trump, referindo-se ao ex-premiê britânico. “Ele tem dois problemas. Energia e imigração”, acrescentou, destacando as áreas que considera críticas para a cooperação internacional.
Redução de tropas americanas na Europa
As declarações de Trump ocorreram após os EUA anunciarem uma redução de tropas americanas da Otan na Europa, com efeito imediato conforme informado pelo secretário-geral do bloco militar, Mark Rutte. Trump defendeu a reorganização dos gastos militares em defesa dos EUA e afirmou que os contratos do setor não permitirão a recompra de ações pelas empresas do país.
“Nós podemos dizer isso a eles se quisermos, e talvez digamos”, repetiu Trump, reforçando sua posição de que os EUA estão dispostos a tomar medidas unilaterais se os aliados não cooperarem. Essa postura tem gerado tensões dentro da aliança, especialmente em um momento de crescente instabilidade geopolítica.
As declarações de Trump refletem uma estratégia mais assertiva em relação aos aliados da Otan, com um foco em garantir que os países membros cumpram suas obrigações e contribuam de forma significativa para a segurança coletiva. Enquanto isso, a redução de tropas na Europa pode ter implicações significativas para a segurança do continente e a dinâmica das relações internacionais.


