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27 julho 2026

Vivo divulga crescimento de 17% no lucro líquido do 2T26

A Telefônica Brasil apresentou resultados robustos no segundo trimestre de 2026, com aumento significativo no lucro líquido e expansão em diversos segmentos.

Vivo divulga crescimento de 17% no lucro líquido do 2T26

A Telefônica Brasil, operadora que atua sob a marca Vivo apresentou nesta segunda-feira (27) os resultados do segundo trimestre de 2026, que superaram as expectativas do mercado. A empresa registrou um lucro líquido de R$1,57 bilhão representando um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho operacional também foi destacado, com o EBITDA alcançando R$6,58 bilhões, um aumento de aproximadamente 11% em comparação com o segundo trimestre de 2026. Analistas esperavam um lucro líquido de R$1,7 bilhão e um EBITDA de R$6,6 bilhões, segundo dados da LSEG.

Expansão em diversos segmentos

A receita líquida da Telefônica Brasil cresceu 7,6%, totalizando R$15,76 bilhões no segundo trimestre. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo faturamento com telefonia móvel que avançou 6,6%. Além disso, a receita com banda larga subiu 10,7%, e o segmento de dados corporativos registrou uma expansão de 7,8%. Um ponto de destaque foi o crescimento de 27,8% nas vendas de aparelhos e eletrônicos ultrapassando a marca de R$1 bilhão.

A receita média por usuário (ARPU) na telefonia móvel aumentou 4,5%, atingindo R$32,5 por mês. O churn (taxa de desligamentos) caiu para 1,8%, em comparação com 2,2% no segundo trimestre de 2026. A empresa encerrou junho com 8,2 milhões de clientes de fibra, um aumento de 11,3%, e a base de telefonia chegou a 105,13 milhões, crescimento de 2,6% em relação ao final de junho de 2026.

Resultados do primeiro semestre de 2026

No primeiro semestre de 2026, a Telefônica Brasil registrou um lucro líquido de R$2,8 bilhões um crescimento de 17,9% em relação ao mesmo período de 2026. A receita total da companhia atingiu R$15,757 bilhões no segundo trimestre, com um avanço de 7,6% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita de serviço móvel cresceu 6,6%, a receita fixa avançou 6,0%, e a receita com fibra (FTTH) alcançou R$2,147 bilhões, um aumento de 10,7% ano a ano.

As receitas com dados, TIC e serviços digitais subiram 7,8%, enquanto as vendas de aparelhos e eletrônicos tiveram alta de 27,8%. O EBITDA do segundo trimestre de 2026 somou R$6,581 bilhões, com uma margem de 41,8%, 1,3 pontos percentuais acima do ano anterior. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o fluxo de caixa operacional ex-licenças e IFRS-16 foi de R$8,2 bilhões, alta de 11,3% ano a ano, enquanto o fluxo de caixa livre após arrendamentos totalizou R$4,9 bilhões, equivalente a 15,6% da receita total dos últimos 12 meses.

Desempenho operacional e financeiro

A base de acessos móveis totais chegou a 105,1 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 2,6% em 12 meses, com 73,2 milhões de acessos pós-pagos, representando 69,6% dos acessos móveis. O ARPU móvel médio foi de R$32,5, aumento de 4,5% na comparação anual, e o churn pós-pago ficou em 1,0%. Na banda larga fibra, a Vivo somou 8,2 milhões de casas conectadas, com um aumento de 11,3% ano a ano, e 32,0 milhões de casas passadas, com penetração de 25,6%.

A dívida líquida incluindo IFRS-16 encerrou junho de 2026 em R$11,0 bilhões, equivalente a 0,4 vez o EBITDA dos últimos 12 meses, nível estável ante o ano anterior. A companhia informou rendimento de 8,1% de fluxo de caixa livre dos últimos 12 meses e reiterou o compromisso de distribuir pelo menos 100% do lucro líquido de 2026, com R$7,0 bilhões já pagos em 2026 e R$2,2 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP) deliberados até abril de.