A OranjeBTC maior bitcoin Treasury do Brasil e da América Latina, anunciou nesta quinta-feira (14) os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). A empresa também revelou o lançamento de um novo ETF focado em ações preferenciais de empresas que mantêm bitcoin em seus balanços.
O ETF Digital Yield (DIGY11) que deve estrear na B3 no início de setembro, terá uma carteira inicial composta por ações preferenciais da Strategy (STRC) e da Strive (SATA). O produto promete distribuição mensal de dividendos e uma rentabilidade projetada equivalente ao CDI mais um retorno adicional de 3% a 5% ao ano.
Resultados do Segundo Trimestre de 2026
O segundo trimestre de 2026 foi marcado pela forte execução da estratégia de acumulação de bitcoin (BTC) pela OranjeBTC. A empresa adquiriu 375 unidades de BTC, a um preço médio de aproximadamente US$ 65,5 mil por bitcoin, cerca de 8,5% abaixo do preço médio do ativo no período. Com isso, a reserva líquida aumentou em 175 BTCs, encerrando junho em 3.898 BTCs.
O BTC Yield Bruto avançou para 12,69% no 2T26 e 12,90% no primeiro semestre de 2026. Outra métrica importante para uma Bitcoin Treasury é o número de bitcoins por ação, que avançou de 2.295 para 2.586 satoshis.
O resultado gerencial ajustado melhorou de uma perda de R$ 2,6 milhões no 1T26 para apenas R$ 700 mil negativos no 2T26. A gestão ativa de tesouraria gerou aproximadamente R$ 2,2 milhões de resultado líquido no trimestre encerrado em junho.
Lançamento do ETF Digital Yield
O anúncio do ETF Digital Yield (DIGY11) aconteceu nesta quarta-feira (12) durante a participação de Gui Gomes CEO da companhia, na Blockchain.Rio 2026 evento dedicado à inovação financeira, tokenização e ativos digitais que acontece no Rio de Janeiro.
O ETF terá liquidez diária e proteção cambial, acompanhando o índice MarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index desenvolvido pela OranjeBTC em parceria com a MarketVector empresa do grupo VanEck gestora global com mais de US$ 200 bilhões sob gestão.
Segundo Gomes, a seleção dos papéis atende a critérios como liquidez, participação do bitcoin nos balanços, tamanho das reservas corporativas, nível de alavancagem e histórico de pagamento das distribuições.
Projeções e Benefícios do ETF
O ETF DIGY11 promete uma estrutura diferenciada, combinando renda recorrente com ativos globais, líquidos e escassos. A projeção de rentabilidade não considera a variação do valor das cotas e não representa garantia de rentabilidade.
“O fundo surge como complemento à exposição do investidor ao bitcoin. O ETF não vai investir em BTC, mas em empresas com balanço patrimonial relevante exposto ao ativo digital”, explica Gomes. “As ações preferenciais que vão compor a carteira do ETF têm uma volatilidade menor do que a do bitcoin”, acrescenta.
A estreia do ETF na B3 deve ocorrer em setembro, com uma cotação inicial em torno de R$ 50.
Visão Futura e Estratégia
Gui Gomes, fundador e CEO da OranjeBTC, destacou a força do modelo adotado pela empresa. “O segundo trimestre mostrou a força do modelo que estamos construindo. Em um período de elevada volatilidade, ampliamos nossa reserva de bitcoin, reduzimos nossa base de ações, eliminamos uma fonte relevante de potencial diluição e aumentamos o bitcoin por ação em 12,69% em apenas três meses”, afirma.
O lançamento do ETF representa o primeiro passo da OranjeBTC na direção de se tornar uma instituição financeira ligada a cripto, sem abandonar a estratégia principal de valorização por meio da compra de bitcoins.



