O mercado de fundos imobiliários (FIIs) continua a atrair investidores em busca de retornos atrativos, mesmo em um cenário de juros elevados. O Itaú BBA, um dos principais bancos de investimento do Brasil, manteve inalterada sua carteira recomendada de FIIs para o mês de julho de 2026, composta por 13 veículos. A equipe de análise do banco destaca uma visão positiva para o setor no médio e longo prazo, apesar das incertezas atuais.
A carteira recomendada pelo Itaú BBA apresenta um dividend yield de 11,25% ao ano, o que representa um prêmio de 3,15 pontos percentuais sobre o Tesouro IPCA+ 2035 (NTN-B). Esse retorno atrativo é um dos principais motivos pelos quais os fundos imobiliários continuam a ser uma opção interessante para os investidores.
Distribuição setorial e desempenho recente
A distribuição setorial da carteira recomendada pelo Itaú BBA está diversificada, com os seguintes pesos: recebíveis (30%), galpões (22,5%), multiestratégia (15%), shoppings (15%), lajes corporativas (11,5%) e varejo (5%). Essa diversificação ajuda a mitigar riscos e a aproveitar oportunidades em diferentes segmentos do mercado imobiliário.
Em junho de 2026, a carteira recomendada pelo Itaú BBA registrou uma queda de 1,51%, desempenho inferior ao do IFIX o principal índice de fundos imobiliários da B3, que caiu 1,21%. No acumulado de 2026, porém, a carteira da casa avança 3,1%, enquanto o indicador de referência obtém alta de 1,5%. Esses números mostram que, apesar das oscilações no curto prazo, os fundos imobiliários continuam a oferecer retornos atrativos no longo prazo.
A carteira recomendada pelo Itaú BBA para julho de 2026 inclui os seguintes fundos imobiliários e seus respectivos pesos:
- Pátria Renda Urbana (HGRU11) – 6,0%
- HSI Malls (HSML11) – 7,5%
- XP Malls (XPML11) – 7,5%
- Bresco Logística (BRCO11) – 7,5%
- BTG Pactual Logística (BTLG11) – 7,5%
- Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) – 7,5%
- VBI Prime Properties (PVBI11) – 6,0%
- RBR Properties (RBRP11) – 5,5%
- Itaú Total Return FII (ITRI11) – 5,0%
- Kinea Hedge Fund (KNHF11) – 10,0%
- Kinea Índice de Preços (KNIP11) – 10,0%
- Kinea Unique HY CDI (KNUQ11) – 10,0%
- Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) – 10,0%
Perspectivas e desafios do mercado
O Itaú BBA destaca que, apesar da visão positiva para o setor no médio e longo prazo, fatores como incertezas geopolíticas e risco fiscal no Brasil podem manter a volatilidade elevada no curto prazo. Nesse contexto, é fundamental acompanhar de perto o comportamento da curva longa de juros que tem ditado o ritmo do mercado.
Os analistas do banco reforçam que a atratividade de um dividend yield acima de 11% deve permanecer enquanto a curva futura de inflação e juros não recuar de forma consistente. Isso favorece principalmente fundos focados em recebíveis indexados a inflação, que tendem a se beneficiar de um cenário de juros elevados.
A carteira recomendada pelo Itaú BBA para julho de 2026 oferece uma diversificação setorial e um dividend yield atrativo, tornando-se uma opção a ser considerada por quem deseja investir nesse mercado.


