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9 outubro 2026

Escala 6×1 no Senado, Lula defende investimento em infraestrutura

Lula celebra progresso da lei que elimina a escala 6x1 e destaca a necessidade de investimentos em infraestrutura

Escala 6x1 no Senado, Lula defende investimento em infraestrutura

Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a tarde reunido com a coordenação de campanha antes de conceder entrevista coletiva. O clima era de otimismo, pois a discussão sobre a reforma da jornada de trabalho avançava no Senado, e Lula aproveitou para reforçar sua agenda de investimentos públicos.

O ponto central da pauta era a escala 6×1 regime que atualmente obriga o trabalhador a cumprir seis dias de labuta e a ter apenas um dia de descanso. O governo propõe substituir esse modelo por um esquema 5×2 garantindo cinco dias de trabalho e dois de folga, sem nenhum corte salarial. Segundo Lula, a mudança cumpre um compromisso assumido com a população e traz mais qualidade de vida ao trabalhador.

Avanço da PEC 221/2019 no Senado

Na quinta-feira (4), o plenário do Senado realizou a terceira das cinco sessões de discussão da Proposta de Emenda à Constituição 221/2019 que trata da extinção da escala 6×1. Ainda são necessárias duas deliberações antes que o texto vá para a votação final, e, posteriormente, precise ser aprovado em dois turnos para se tornar lei. O ritmo das discussões tem sido acelerado, sinalizando que a proposta pode chegar à votação já nas próximas semanas.

O que muda para o trabalhador

A proposta define que o empregado terá direito a dois dias de repouso semanal, mantendo integralmente o salário. Essa alteração representa uma garantia de direitos inédita para a maioria das categorias, que atualmente enfrentam jornadas extenuantes. Lula destacou que, ao reduzir a carga horária sem sacrificar a remuneração, o governo estimula a produtividade e preserva o poder de compra da classe trabalhadora.

Críticas a cortes de despesas e defesa de investimento em infraestrutura

Durante o pronunciamento, Lula rebateu a proposta de Flávio Bolsonaro do PL, de cortar gastos em áreas consideradas essenciais. O presidente lembrou que, ao assumir seu terceiro mandato, encontrou reduções de 59% no programa Farmácia Popular e de 50% no Mais Médicos entre outras áreas sociais. Segundo ele, medidas de austeridade costumam recair sobre os mais vulneráveis, enquanto aumentos reais do salário-mínimo para aposentados permanecem ausentes nos projetos conservadores.

Investimento em infraestrutura como estratégia

Lula argumentou que a única forma de reduzir a dívida pública é direcionar recursos para ativos que ampliem o patrimônio nacional. Ele citou como exemplos estratégicos a construção de ferrovias a expansão de hidrelétricas e a modernização de rodovias. Tais obras, segundo o presidente, geram crescimento econômico, criam empregos e aumentam a arrecadação, formando um ciclo virtuoso que estabiliza as contas do Estado.

Reação da oposição e estratégias políticas

Flávio Bolsonaro reafirmou sua posição contrária ao fim da escala 6×1, defendendo um modelo em que a redução da jornada venha acompanhada de diminuição proporcional do salário, argumentando que isso ampliaria a liberdade de escolha dos trabalhadores. Senadores alinhados ao governo tentam antecipar a votação antes do segundo turno presidencial, enquanto a bancada bolsonarista busca adiar o pleito, alegando que o tema merece ser decidido após a eleição. O embate evidencia a polarização em torno da reforma trabalhista e dos rumos dos investimentos públicos no país.

Autor

Bruno Costa