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12 junho 2026

Como as Criptomoedas Estão Transformando a Experiência da Copa do Mundo de 2026

A Copa do Mundo de 2026 está repleta de inovações e riscos no mundo das criptomoedas. Descubra como os fãs podem se proteger de golpes e aproveitar as oportunidades digitais.

Como as Criptomoedas Estão Transformando a Experiência da Copa do Mundo de 2026

A Copa do Mundo de 2026, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados UnidosCanadá e Méxicopromete ser um marco não apenas no esporte, mas também no universo das criptomoedas. Com a crescente popularidade dos ativos digitais, o evento esportivo mais esperado do ano está atraindo tanto oportunidades inovadoras quanto ameaças significativas.

Enquanto os fãs se preparam para acompanhar os jogos, é crucial estar ciente das tendências e riscos associados às criptomoedas. Desde fan tokens até esquemas de apostas e ingressos falsoso cenário digital está repleto de possibilidades e perigos.

Inovações e Patrocínios no Mundo das Criptomoedas

A edição de 2026 da Copa do Mundo está sendo chamada de a “Copa mais exposta às criptomoedas” já realizada. A FIFA firmou uma parceria inédita com a exchange Krakenque assume o papel de “Official Crypto Exchange Supporter”. Essa colaboração, no entanto, é majoritariamente publicitária, com ativações de marca e experiências para fãs, sem impacto direto na organização ou na dinâmica esportiva da competição.

Além disso, os fan tokensemitidos por plataformas como a permitem que torcedores participem de ações promocionais e votações simbólicas relacionadas às seleções. Seleções como BrasilArgentinaPortugal e Espanha já possuem tokens negociados, oferecendo aos fãs uma nova forma de interação com seus times favoritos.

Outro aspecto inovador são os mercados de previsão e apostas em blockchaincomo a plataforma Polymarketque movimenta grandes volumes com palpites sobre resultados de jogos da Copa. No entanto, esse segmento é considerado o mais sensível do ponto de vista regulatório, variando de acordo com as leis de cada país.

Riscos e Golpes no Cenário Digital

A TRM Labsuma empresa de análise de dados, identificou uma rede crescente de golpes com criptomoedas focada na Copa do Mundo de 2026. Os criminosos utilizam a empolgação dos fãs de esportes para aplicar fraudes financeiras na internet. “Os criminosos sempre procuram explorar grandes eventos e momentos culturais”, afirmou Ari Redbordchefe global de políticas da TRM Labs.

O relatório publicado em 11 de junho aponta para o uso de sites falsos de venda de ingressos e esquemas de apostas armadas. Os fraudadores também promovem criptomoedas atreladas ao torneio para atrair o capital de pessoas inexperientes no mercado. O histórico do mercado mostra que fraudes respondem por uma fatia imensa da atividade ilícita na economia digital, com um total assustador de US$ 35 bilhões em envios de fundos para endereços ligados a criminosos virtuais no ano anterior.

Os golpistas constroem a infraestrutura do roubo meses antes do início dos jogos mundiais. A tática envolve a criação de perfis falsos nas redes sociais e páginas de internet idênticas aos portais oficiais da federação de futebol. As lojas falsas exibem ingressos para jogos de alta demanda em diversas cidades sedes espalhadas pelo globo terrestre, direcionando o cliente para uma tela de finalização de compras que aceita pagamentos com criptoativos de forma exclusiva.

O rastreio dos especialistas revelou carteiras ativas nas redes da Polygon e do Bitcoin preparadas para receber os valores desviados dos torcedores. Um dos endereços absorveu o valor de US$ 1.500 no período de um dia durante o feriado de abril.

Promessas Irreais de Apostas Esportivas

O grupo de pesquisa encontrou operações baseadas na promessa de conhecimento interno sobre o resultado de jogos arranjados. O golpista cobra uma taxa em criptomoedas para revelar o suposto placar antes do apito inicial. Essas plataformas operam de modo descentralizado e transferem os lucros do golpe de forma rápida para contas em corretoras de grande porte, buscando dar velocidade à lavagem do dinheiro antes das denúncias das vítimas.

O mercado paralelo também lida com o surgimento de tokens temáticos do evento em corretoras estranhas. O projeto conhecido como WORLDCUP aparece em listas sem qualquer ligação com os organizadores oficiais do evento.

Protegendo-se dos Golpes

Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, os consumidores brasileiros estão sendo alertados sobre o aumento significativo de tentativas de fraude relacionadas ao evento. Criminosos estão explorando o interesse do público por ingressos, pacotes de viagem, produtos temáticos, figurinhas, transmissões, promoções e ofertas falsas ligadas ao futebol.

Um levantamento da NordVPN aponta que 34% dos brasileiros que usam a internet relataram ter tido contato com algum tipo de golpe ligado ao futebol entre 2026 e 2026. No ciclo anterior, antes da Copa de 2026, esse índice era de 19%. O avanço mostra que as fraudes praticamente dobraram em poucos anos e que o ambiente digital se tornou um dos principais campos de atuação dos golpistas.

A sofisticação das fraudes também aumentou. Páginas falsas, anúncios patrocinados, perfis em redes sociais e mensagens enviadas por aplicativos aparecem com aparência profissional. Muitos criminosos copiam marcas, usam identidade visual semelhante à de empresas conhecidas e criam comunicações que parecem oficiais.

A inteligência artificial passou a ser um fator adicional de preocupação. Ferramentas digitais permitem criar textos, imagens, vídeos, logotipos, sites e mensagens personalizadas em pouco tempo. Com isso, golpes que antes exigiam mais conhecimento técnico agora podem ser montados rapidamente e espalhados em grande escala.

Outro ponto que preocupa especialistas é o uso de dados pessoais vazados. Criminosos podem utilizar informações como nome, telefone, CPF, e-mail e histórico de compras para criar abordagens mais convincentes. Quando a mensagem parece personalizada, a vítima tende a confiar mais facilmente e pode clicar em links ou fazer pagamentos sem verificar a origem da oferta.

Entre as fraudes mais comuns estão sites falsos de venda de ingressos, pacotes turísticos inexistentes, promoções enganosas, produtos não entregues, transmissões falsas e golpes com Pix. Em muitos casos, o consumidor é levado a fazer pagamento antecipado e só percebe o golpe depois que o produto não chega, o ingresso não existe ou o contato com o suposto vendedor desaparece.

Para se proteger, os fãs devem desconfiar de preços muito baixos, especialmente quando o produto ou serviço tem alta procura. Ingressos, hospedagens, passagens e produtos relacionados à Copa costumam ter valores elevados em períodos de grande demanda. Quando a oferta parece boa demais, o risco de golpe aumenta.

Antes de comprar, é importante conferir se o site é oficial, verificar o endereço eletrônico, pesquisar a reputação da empresa, procurar avaliações de outros consumidores e confirmar se há canais formais de atendimento. Também é recomendável evitar compras feitas apenas por conversa em aplicativos de mensagem.

Autor

Bruno Costa