A BlackRock a maior gestora de ativos do mundo com US$ 14 trilhões sob gestão, está repensando o papel do Bitcoin em estratégias de investimento. Em um vídeo publicado em suas redes sociais no dia 23 de junho de 2026 a empresa compartilhou sua visão sobre a exposição ideal à criptomoeda em portfólios diversificados.
A gestora, responsável pelos ETFs IBIT (o maior ETF de Bitcoin do mundo) e ETHA (o maior ETF de Ethereum), lançou recentemente o BITA um novo ETF de Bitcoin focado em oferecer rendimentos mensais aos investidores. Essa movimentação reflete um crescente interesse da empresa no mercado de criptoativos.
Bitcoin como diversificador complementar
Em um tuíte publicado no mesmo dia, a BlackRock afirmou que o Bitcoin está se tornando um diversificador complementar em portfólios de investimento. Segundo a empresa, uma alocação modesta, geralmente entre 1% e 2% pode impactar positivamente os retornos sem comprometer a tolerância ao risco.
“O papel do Bitcoin nos portfólios está evoluindo, e ele pode ser considerado um diversificador complementar”, afirmou a gestora. “Acreditamos que uma alocação modesta (geralmente em torno de 1–2%) pode impactar o potencial de retorno de uma carteira, mantendo um nível adequado de tolerância ao risco.”
Comparação com ações do ‘Mag 7’
No vídeo completo, a BlackRock explica como uma exposição de 1% a 2% em Bitcoin pode influenciar um portfólio tradicional 60/40 (60% em ações e 40% em títulos). A gestora compara o risco dessa alocação com o risco médio de uma ação das chamadas ‘sete magníficas’ (Mag 7), um grupo de empresas tecnológicas de grande destaque no mercado.
“Para colocar isso no contexto de um portfólio 60/40: uma alocação de 1% a 2% em Bitcoin contribuiu para o risco total do portfólio em níveis semelhantes à contribuição média de risco de uma das chamadas ações do ‘Mag 7′”, destacou a empresa.
Evolução da visão sobre Bitcoin
Em 2026 antes do lançamento de seu ETF de Bitcoin, a BlackRock havia sugerido em um relatório que a exposição ideal à criptomoeda em um portfólio seria de 84,9%. No entanto, a gestora adotou uma abordagem mais conservadora nos últimos anos, recomendando agora uma alocação muito menor.
A empresa também ressalta que o investimento em Bitcoin pode não ser adequado para todos os perfis de investidores. “O valor do Bitcoin está enraizado na crença compartilhada e na necessidade de uma alternativa monetária digital, descentralizada e global”, afirmou a BlackRock.
“Assim, para investidores que acreditam na transformação digital do dinheiro, no crescimento da adoção de blockchain e que toleram volatilidade, o Bitcoin pode ser visto como uma adição atrativa e um diversificador único de portfólio.”
Essa mudança de postura reflete a crescente aceitação do Bitcoin como um ativo financeiro legítimo, capaz de complementar estratégias de investimento tradicionais.


