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18 julho 2026

Carteira da Terra Investimentos permanece inalterada em julho de 2026

A carteira recomendada pela Terra Investimentos permanece inalterada, com destaque para ações como Sabesp e Hypera. Saiba como o portfólio performou no último mês.

Carteira da Terra Investimentos permanece inalterada em julho de 2026

A Terra investimentos decidiu manter sua carteira recomendada inalterada para o período de 17 a 24 de julho de 2026. O portfólio continua composto pelas ações da Sabesp (SBSP3)MBRF (MBRF3)Suzano (SUZB3)Hypera (HYPE3) e Iguatemi (IGTI11).

Na última semana, a seleção da Terra registrou um desempenho positivo de 0,73% superando levemente o avanço de 0,63% do Ibovespa (IBOV) até o fechamento de quinta-feira (16). As ações da Hypera foram o destaque positivo do período, com um avanço de 3,39%. Por outro lado, a Sabesp recuou 2,33%.

Desempenho acumulado e contexto macroeconômico

No acumulado dos últimos 12 meses, a carteira da Terra registrou uma alta de 52,20% enquanto o Ibovespa teve um desempenho positivo de 28,27%. Esse resultado reflete a estratégia de investimento da Terra, que busca setores resilientes mesmo em um cenário de volatilidade.

O cenário macroeconômico atual apresenta desafios significativos. Com a Selic em 14,25% a.a. e o IPCA acumulado em 12 meses atingindo 4,64% o custo do dinheiro no Brasil permanece elevado. O dólar comercial cotado a R$ 5,1088 pressiona as margens corporativas e a inflação importada.

Análise detalhada dos ativos

A manutenção da carteira recomendada pela Terra Investimentos, composta por ativos como Sabesp e Suzano em um cenário de volatilidade acentuada, revela a dificuldade dos gestores em encontrar valor diante de um mercado que ainda digere os reflexos da política monetária restritiva. A decisão de não alterar o portfólio mesmo após uma queda de 1,78% na última semana sinaliza uma aposta na resiliência de setores específicos.

A Sabesp embora estruturalmente sólida, enfrenta o peso do endividamento em um ambiente de juros elevados. Já empresas como Hypera e Iguatemi dependem diretamente do poder de compra das famílias, que está sendo corroído pela inflação e pelo alto custo do crédito. A insistência nestes papéis demonstra uma crença na recuperação do consumo, mas carece de uma proteção mais robusta contra a volatilidade do mercado.

Projeções e orientações para investidores

Para os próximos 30 dias, espera-se que o mercado continue oscilando conforme a divulgação de novos dados de emprego e inflação. Em um horizonte de 90 dias, a tendência é de uma rotação setorial mais intensa, onde empresas com baixa alavancagem financeira ganharão destaque. Em 180 dias, o cenário aponta para uma possível estabilização da curva de juros, beneficiando papéis de crescimento.

Para os investidores, a orientação é clara: garanta que sua reserva de emergência esteja em ativos com liquidez diária que acompanhem a Selic de 14,25%. Diversifique sua exposição em ações, mantendo uma parcela em empresas geradoras de caixa e outra em ativos dolarizados para proteger seu patrimônio contra a desvalorização cambial. Evite o giro excessivo da carteira, pois os custos operacionais em um mercado lateralizado podem corroer qualquer ganho marginal no curto prazo.

Autor

Bruno Costa