O Itaú BBA ajustou sua visão sobre as ações da Tupy S.A.. A recomendação foi alterada de market perform (desempenho mediano) para outperform sinalizando que a corretora acredita que o papel deve superar a média do mercado. Paralelamente, o preço-alvo foi revisto de R$ 13 para R$ 20, projeção válida até o final de 2026.
Essa mudança de posicionamento parte da expectativa de uma virada operacional no segundo semestre de 2026. Segundo a equipe liderada por Gabriel Rezende a retomada da demanda, aliada a programas de eficiência, deverá gerar crescimento de receita e maior geração de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA).
Perspectivas para 2026 e 2027
Para o terceiro trimestre de 2026, o banco projeta receita de R$ 2,6 bilhões e margem EBITDA de 9,4 %. Esse cenário positivo seria impulsionado por um ambiente de demanda mais favorável nos Estados Unidos, especialmente no segmento de caminhões, e por melhorias recentes na governança corporativa da companhia, que podem reduzir a ciclicidade dos resultados.
O plano para 2027 é mais conservador. A Itaú BBA assume crescimento de receita em torno de 7 % e margem EBITDA de 10,4 %, ainda um ponto percentual abaixo do nível histórico normalizado. Os analistas acreditam que ganhos adicionais de eficiência podem permitir margem superior ao previsto, mas mantêm a cautela nas estimativas.
Valuation e múltiplos comparáveis
A avaliação atual posiciona a Tupy em 3,9 vezes o EV/EBITDA estimado para 2027 e 7,3 vezes o lucro projetado. Esses múltiplos estão próximos aos praticados pelos concorrentes do setor, após a desvalorização das ações ao longo do ano corrente.
Além dos indicadores financeiros, a corretora destaca que a melhoria na governança pode conferir maior resiliência ao negócio, mitigando o efeito de ciclos econômicos desfavoráveis.
Riscos e pontos de atenção
Entre as ameaças apontadas, está a possibilidade de uma recuperação de rentabilidade mais lenta que o esperado, o que poderia levar a revisões negativas nas projeções de lucros. Outro fator de pressão vem da valorização do real, capaz de reduzir a competitividade das exportações brasileiras e, consequentemente, os resultados da Tupy.
Os analistas recomendam monitorar de perto os indicadores de demanda por caminhões nos Estados Unidos, já que esse segmento tem peso significativo nas receitas da empresa.



