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10 setembro 2026

Laura Howenstine explica por que Europa oferece mais oportunidades que EUA

Em meio a instabilidades globais e o impacto da inteligência artificial, a Wellington Management está encontrando mais oportunidades na Europa do que nos EUA.

Laura Howenstine explica por que Europa oferece mais oportunidades que EUA

A desglobalização e as incertezas macroeconômicas estão redefinindo as estratégias de investimento em todo o mundo. Em meio a esse cenário complexo, Laura Howenstine, diretora da Wellington Management destaca que a Europa está se tornando um destino mais atraente do que os Estados Unidos para investidores.

A gestora, que administra US$ 1,2 trilhão em ativos está focando em empresas com fundamentos sólidos e diversificação como estratégias-chave para navegar nesse ambiente desafiador. Howenstine, responsável pelo Global Quality Growth fund compartilha sua visão sobre as oportunidades emergentes e os riscos que os investidores devem considerar.

Oportunidades na Europa em meio à desglobalização

Howenstine observa que a Europa está se destacando como um mercado com maior valor em comparação com os EUA. Essa preferência é impulsionada por vários fatores, incluindo a resiliência das empresas europeias e a diversificação setorial que o continente oferece.

“Em um cenário de desglobalização, a Europa apresenta uma mix de setores mais equilibrada, o que pode oferecer maior estabilidade a longo prazo”, afirma Howenstine. Ela destaca que, enquanto os EUA enfrentam desafios específicos, como a regulação mais rígida e a concentração em setores tecnológicos a Europa oferece uma base industrial mais diversificada.

A importância dos fundamentos empresariais

Diante das incertezas macroeconômicas e do impacto da Inteligência artificial nos mercados, Howenstine enfatiza a importância de se concentrar nos fundamentos das empresas. “Em tempos de volatilidade, é crucial investir em empresas com modelos de negócios sólidos e capacidade de adaptação“, explica.

O Global Quality Growth fund gerido por Howenstine, busca identificar empresas com essas características. A estratégia do fundo é baseada em uma análise rigorosa dos balanços patrimoniais, da gestão e do potencial de crescimento a longo prazo. “Nós procuramos empresas que não apenas sobrevivam, mas prosperem em diferentes cenários econômicos”, afirma.

Diversificação como estratégia-chave

Howenstine também destaca a importância da diversificação como uma estratégia essencial para mitigar riscos. “Em um mundo cada vez mais interconectado, mas também mais volátil, a diversificação é a melhor forma de proteger os investimentos”, afirma.

A Wellington Management está aplicando essa estratégia em suas carteiras, distribuindo os investimentos entre diferentes setores e regiões. “Isso nos permite aproveitar as oportunidades onde quer que elas surjam, ao mesmo tempo em que minimizamos os riscos”, explica Howenstine.

A estratégia da Wellington Management, baseada em fundamentos sólidos e diversificação está posicionando o fundo para aproveitar as oportunidades emergentes nesse novo cenário global.