Em um cenário de incerteza fiscal e volatilidade cambial os grandes bancos brasileiros estão ajustando suas estratégias de investimento para setembro de 2026. O BTG Pactual e o BB Investimentos revelaram suas carteiras recomendadas, destacando ativos que podem oferecer proteção e oportunidades em diferentes cenários econômicos.
Com a taxa de juros de longo prazo e o risco fiscal já precificados no mercado, os analistas estão buscando ativos que possam se beneficiar tanto de um cenário positivo quanto negativo. O BTG Pactual manteve sua exposição a classes de ativos que acreditam oferecer os melhores retornos, enquanto o BB Investimentos optou por manter sua carteira de fundos imobiliários sem alterações.
BTG Pactual: estratégias para setembro de 2026
O BTG Pactual realizou ajustes em sua carteira recomendada para setembro, com destaque para a entrada da Sabesp (SBSP3) e da Rede D’or (RDOR3). A Sabesp está negociando a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 10,5%, oferecendo uma relação risco-retorno mais atrativa em comparação com outras empresas do setor.
A Rede D’or é uma ação de alta qualidade e fluxo de caixa de longo prazo com alguma alavancagem, mas não excessiva. A carteira do BTG Pactual para setembro também inclui ações da Petrobras (PETR4)Itaú Unibanco (ITUB4)Axia Energia (AXIA3)Embraer (EMBJ3)Eneva (ENEV3)Gerdau (GGBR4)Motiva (MOTV3) e Cury (CURY3).
A carteira do BTG Pactual está dividida em 50% em serviços básicos/infraestrutura/ações de fluxo de caixa de longo prazo 10% em financeiro 20% em teses de câmbio em petróleo/câmbio/dividendos e 5% em dividendos/construtoras de baixa renda.
BB Investimentos: fundos imobiliários para setembro de 2026
O BB Investimentos decidiu manter a mesma carteira recomendada de fundos imobiliários de agosto para setembro, sem realizar nenhuma troca. A instituição selecionou 16 FIIs divididos igualmente entre uma estratégia voltada à geração de renda e outra focada no potencial de valorização das cotas.
Cada fundo representa 6,25% da carteira consolidada. O BB Investimentos segue priorizando gestores consolidados, fundos de crédito com menor risco e portfólios de imóveis diversificados e protegidos por contratos de longo prazo.
A carteira de renda, voltada à distribuição de dividendos e à menor volatilidade, reúne fundos como o Riza Terrax (RZTR11)Guardian Real Estate (GARE11)TRX Real Estate (TRXF11)Kinea Hedge Fund (KNHF11)Kinea Índices de Preços (KNIP11)Pátria Recebíveis Imobiliários (HGCR11)XP Crédito Imobiliário (XPCI11) e XP Malls (XPML11).
Já a carteira de ganho busca fundos com teses consideradas sólidas, mas que negociam com desconto por questões pontuais ou pelo ambiente macroeconômico. Destaque para o BTG Pactual Logística (BTLG11)Pátria Logística (HGLG11)Riza Arctium (RZAT11)Vinci Logística (VILG11)Pátria Securities (PSEC11)Pátria Crédito Imobiliário (PCIP11)REC Recebíveis Imobiliários (RECR11) e Capitânia Shoppings (CPSH11).
Cenário econômico e perspectivas
O cenário doméstico apresenta desafios, com a deflação de 0,40% registrada pelo IPCA-15 de agosto e as incertezas fiscais e eleitorais. No exterior, a política monetária dos Estados Unidos também exige cautela, com dados mistos de atividade, emprego e inflação.
Apesar dos desafios, as carteiras recomendadas pelo BTG Pactual e BB Investimentos apresentam oportunidades em diferentes cenários. A estratégia do BTG Pactual busca proteção em caso de deterioração fiscal, enquanto a carteira de fundos imobiliários do BB Investimentos prioriza gestores consolidados e fundos de crédito com menor risco.
Investidores devem acompanhar de perto as movimentações do mercado e as estratégias dos grandes bancos para tomar decisões informadas e alinhadas com seus objetivos de investimento.



