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1 setembro 2026

Ágora Investimentos recomenda ações para setembro com retornos de até 13%

A Ágora Investimentos ajustou sua carteira recomendada para setembro, incluindo a B3 e excluindo o Itaú. Descubra quais são as 10 ações com potencial de retorno de até 13% e como elas podem se destacar no mercado

Ágora Investimentos recomenda ações para setembro com retornos de até 13%

A Ágora Investimentos anunciou ajustes em sua carteira recomendada para o mês de setembro, destacando oportunidades em ações com potencial de retorno significativo. Entre as mudanças, a B3 (B3SA3) ganhou destaque, substituindo o Itaú (ITUB4).

Os analistas da Ágora destacam que a B3 combina uma posição quase monopolista na infraestrutura do mercado de capitais brasileiro com forte alavancagem operacional e geração de caixa recorrente. A empresa se beneficia de um desconto em relação à sua média histórica de P/L, o que pode ser um indicativo de valorização no futuro.

Principais ações recomendadas para setembro

A carteira recomendada para setembro inclui ações de empresas como Allos (ALOS3), Axia Energia (AXIA3), BTG Pactual (BPAC11), Copasa (CSMG3), ISA Energia (ISAE4), Petrobras (PETR4), Sabesp (SBSP3), Vale (VALE3) e Vibra Energia (VBBR3).

Cada uma dessas empresas foi selecionada com base em critérios específicos, como potencial de crescimento, geração de caixa e políticas de proventos. Por exemplo, a Allos tem um preço-alvo de R$ 39,00, com um yield esperado de 13% para 2026. Já a Axia Energia apresenta um preço-alvo de R$ 79,00, com um yield de 8,1%.

B3: uma aposta estratégica

A inclusão da B3 na carteira é uma aposta estratégica, considerando sua posição dominante no mercado de capitais brasileiro. A empresa tem uma política robusta de proventos e recompras, o que sustenta um retorno total atrativo para os investidores. Além disso, a diversificação de receitas reduz a dependência do giro de ações, tornando-a uma opção mais resiliente.

Rebalanceamento do Ibovespa e novas inclusões

A B3 divulgou a terceira prévia da carteira teórica do Ibovespa para o período de setembro a dezembro de 2026. Entre as mudanças, destaca-se a inclusão das ações ordinárias da Tenda (TEND3) e a exclusão de Petrorecôncavo (RECV3). A terceira versão também trouxe a retirada das ações da SLC Agrícola (SLCE3).

O rebalanceamento do Ibovespa está previsto para entrar em vigor em 8 de setembro. A composição da carteira teórica é um dos principais parâmetros para investidores que acompanham o índice. Os cinco ativos com maior peso na primeira prévia do índice foram Vale ON, Itaú Unibanco PN, Petrobras PN, Axia ON e Petrobras ON.

Critérios de elegibilidade

Para compor a carteira do Ibovespa, as companhias listadas na B3 precisam atender a requisitos objetivos de liquidez e negociabilidade. Entre as regras estão a necessidade de serem negociadas em 95% dos pregões no período de vigência das últimas três carteiras e ter movimentação financeira equivalente a pelo menos 0,1% do volume financeiro do mercado à vista no mesmo período.

Cenário macroeconômico e oportunidades

O Ibovespa caminha para encerrar agosto praticamente no “zero a zero”, depois de um mês marcado por altos e baixos. Diante da aproximação das eleições de 2026, a volatilidade eleitoral pode ser positiva para investidores que souberem escolher as empresas certas.

No campo macroeconômico, o tom mais hawkish do discurso de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, indica uma provável alta de juros para setembro nos Estados Unidos. No Brasil, a leitura é distinta: a inflação parece mais controlada, o que abriria espaço para um corte de juros.

O analista Ruy Hungria, da Empiricus Research, recomenda três papéis para o mês que se aproxima: Petrobras (PETR4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Axia (AXIA3). Cada uma dessas empresas apresenta características que as tornam resilientes em um cenário de desaceleração econômica.

A Petrobras, por exemplo, se beneficia do risco geopolítico e do pagamento de dividendos. O Itaú Unibanco, com ações negociando na casa dos R$ 40, está preparado para qualquer cenário. Já a Axia, antiga Eletrobras, não sofre tantos impactos com os eventuais resultados das eleições e depende de preços de energia, que não são tão afetados pelo cenário de juros elevados.

Autor

Bruno Costa