A Tenax Capital está passando por uma transformação significativa em sua estratégia de investimentos. A gestora decidiu encerrar seu fundo multimercado em dezembro de 2026 e agora está concentrando seus esforços em duas áreas principais: crédito e ações globais tanto no Brasil quanto no exterior.
Essa mudança estratégica reflete uma adaptação às profundas transformações que o mercado de investimentos vem enfrentando. A decisão foi resultado de uma reflexão sobre as necessidades dos investidores e as oportunidades emergentes no cenário atual.
Nova equipe e estratégias de investimento
Após um ano de non-competeAlexandre Silvério ex-CIO da AZ Quest, está de volta ao mercado. Ele reuniu ex-sócios e analistas de outras casas para formar a Tenax Capital, que começou a operar no fim de fevereiro de 2026.
A nova gestora iniciou suas operações com três fundos: um multimercado macro e dois dedicados a ações, sendo um FIA long only e um total return com viés em equities. A Tenax começou com R$ 200 milhões do Rising Stars e tem como meta alcançar R$ 1 bilhão sob gestão até o final de 2026.
Estratégias macro e de renda variável
A estratégia macro é comandada por Sérgio Silva especialista no mercado de juros local, e Vinicius Fukushiro ex-head of trading para o mercado local no Bank of America e trader de derivativos de câmbio no Citi. Na renda variável, Silvério conta com os co-gestores Rodrigo Mello também ex-AZ Quest, e Adriano Thiago ex-sócio da Brasil Capital e atual head de research da Tenax.
A estratégia de ações começou focada no setor financeiro e commodities, mas ao longo de março, após a sinalização do Banco Central de que a alta da Selic está próxima do fim, a Tenax aumentou sua exposição a companhias cíclicas domésticas.
Principais posições e setores
As ações de companhias cíclicas domésticas representam cerca de 35% da carteira do fundo long only, com posições significativas em PetzGrupo SomaTrack&Field e Hypera. No setor financeiro, que representa 15% da carteira, a Tenax escolheu ItaúBTG e XP. O fundo também tem 15% de exposição a commodities, com posições em 3RPetroRecôncavoSuzano e Vale.
Além disso, o fundo mantém 15% em ‘caixa’ atrás de novas oportunidades e 20% em empresas defensivas nos setores de saúde, como Hapvida e utilities, onde a maior aposta é a Equatorial Energia.
Investimento do Rising Stars e expansão da Tenax
O investimento na Tenax é o único feito pelo Rising Stars em uma gestora recém-criada. Os investimentos anteriores foram na Vinland, ACE Capital e Blueline. O Rising Stars é um fundo fechado de 10 anos, em que os investidores recebem a variação das cotas e uma participação na receita das gestoras, e é uma parceria da Itaú Asset Management com a área de Fund of Funds do banco.
Alexandre Silvério destacou que o investimento do fundo permitiu que a Tenax, além do seed money, conseguisse atrair mais talentos e ter uma expansão mais acelerada. Atualmente, a Tenax tem 22 colaboradores e 9 sócios, que formam o comitê executivo.
A gestora também decidiu ajustar a grafia de seu nome, mudando de Tnax para Tenax (‘tenacidade’, em latim) para evitar confusão com a marca da gestora de patrimônio carioca TNA.



