Tenax Capital encerrou o fundo multimercado em dezembro e passou a focar em crédito e ações com a reorganização da equipe ocorrida desde o início das operações em 2026 e atuação no Brasil e no exterior. Último atualização: 5 agosto 2026.
Por que o movimento importa a mudança reflete a resposta da gestora a um ambiente de juros elevados e menor atratividade de estratégias multimercado, e pretende aproveitar oportunidades em títulos atrelados à inflação e em bolsa global, buscando acelerar o crescimento de ativos sob gestão.
Recrutamento e estrutura de gestão
A Tenax Capital contratou Ricardo Nunes para liderar a área de crédito; Nunes teve passagens pelo Itaú e atuou como CIO na Canvas e na Paramis. Na linha de ações, a gestora trouxe Fernando Gonçalves ex-sócio e head de ações globais da SPX, que trabalhou anteriormente na Adam e na Gávea. Composição societária ajustou-se: Gonçalves passou a ser o segundo maior sócio e co-CIO ao lado de Silverio enquanto Alexandre Silvério manteve papel executivo e estratégico na montagem da equipe.
Produtos e metas de AUM
A gestora iniciou produtos que agora foram redesenhados para o novo foco: mantém um fundo de crédito em títulos incentivados de infraestrutura com benchmark CDI e prepara um novo fundo com benchmark IMA-B 5 para papéis atrelados à inflação, além de estruturar um fundo de crédito livre para títulos corporativos. No segmento de ações, a Tenax já administra R$ 400 milhões em ações brasileiras lideradas por Silverio e lançou um fundo de bolsa global com R$ 160 milhões em AUM sob gestão de Fernando Gonçalves. A meta comunicada internamente é alcançar entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões em 12 meses, o que, segundo a direção, deve permitir remuneração e alívio aos sócios que atualmente não recebem dividendos.
Decisões estratégicas e justificativas
Os gestores disseram que a decisão foi fruto de reflexão sobre demanda de investidores e capacidades internas. Alexandre Silvério afirmou que “Foi o resultado de uma reflexão sobre o que o investidor demanda e o que conseguimos fazer bem. Vamos colocar foco nisso”. Silverio declarou que “Ter capacidade de adaptação é fundamental” e que a empresa “Optamos por reter nosso grupo de gestores e analistas, nos reposicionar e crescer de um jeito que faça sentido”. A Tenax explicou que o reposicionamento busca aproveitar o cenário de juros reais elevados com produtos atrelados à inflação e oferecer exposição a ações globais.
Operação inicial, seed money e equipe
A Tenax começou a operar no fim de fevereiro de 2026 com estrutura de sócios e analistas recrutados de outras casas e contou com investimento semente do Rising Stars, um fundo ligado ao Itaú. A gestora iniciou com três fundos, incluindo um multimercado macro e dois dedicados a ações, e cresceu para uma equipe de 22 colaboradores e 9 sócios formando o comitê executivo. A mudança da grafia do nome de Tnax para Tenax também foi citada como decisão de posicionamento de marca.
Em termos de alocação, a Tenax afirmou que aumentou exposição a companhias cíclicas domésticas após sinais de que a alta da Selic se aproximava do fim, mantendo posições em setores financeiros e commodities, além de reserva de caixa para novas oportunidades. A gestora prepara lançamento de produtos e reposicionamento comercial para captar recursos adicionais e cumprir a meta de AUM.



