O Brasil está dando os últimos retoques nos preparativos para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027um evento que promete ser um marco para o futebol feminino no país. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.421/2026que traz uma série de medidas importantes para o torneio, incluindo a possibilidade de feriados nacionais nos dias de jogos da seleção brasileira.
O torneio, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 em oito cidades-sede, é esperado para ter um impacto significativo na rotina econômica e social do país. O governo federal está trabalhando para garantir que o evento seja um sucesso, tanto dentro quanto fora de campo.
Feriados e impacto econômico
A nova lei permite que o governo decrete feriados nacionais nos dias em que a seleção brasileira jogar. Estados e municípios também terão a autonomia para instituir pontos facultativos, o que pode afetar a produtividade e a rotina dos brasileiros. Para minimizar o impacto no setor de serviços e no sistema educacional, as férias escolares do primeiro semestre de 2027 serão ajustadas para coincidir com o período do mundial.
Além disso, a lei consolida as garantias econômicas exigidas pela Fifaincluindo direitos comerciais, concessão de vistos e o calendário de feriados. Uma das medidas mais significativas é a destinação de R$ 500 mil em prêmios para atletas pioneiras dos anos de 1988 e 1991reconhecendo sua contribuição histórica para o futebol feminino.
Proteção comercial e segurança
A lei assegura à Fifa e aos seus parceiros o direito exclusivo de exploração comercial da Copa do Mundo Feminina. Isso inclui o controle sobre o uso de marcas, símbolos, direitos de transmissão e regras de compliance contra o mercado paralelo de ingressos. Para proteger os patrocinadores oficiais, serão criadas áreas de restrição comercial no entorno dos estádios, evitando o marketing de emboscada.
Outra medida importante é a autorização para a propaganda de bebidas alcoólicas nos estádios e transmissões, atendendo a uma exigência histórica da Fifa. Essa medida visa blindar os contratos de grandes marcas globais do setor, garantindo a segurança jurídica e operacional do evento.
Reconhecimento e legado
A Copa do Mundo Feminina de 2027 não só traz reconhecimento às pioneiras do futebol feminino, mas também sinaliza um caminho de valorização para a geração atual. A lei estabelece ações de promoção da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no esporte, enfrentamento da violência contra as mulheres e combate à discriminação.
O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeirodestacou que o maior legado do evento será a mudança socioculturalvalorizando o futebol feminino e transformando a visão da sociedade. Iniciativas como a expansão do programa TEAtivodirecionado para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), também fazem parte dos preparativos.
A lenda do futebol feminino brasileiro, Martaafirmou que a Copa do Mundo no Brasil será um marco na história do futebol feminino, reconhecendo a coragem das mulheres que enfrentaram o preconceito e abriram caminhos para as futuras gerações.



