Na segunda-feira, 15 de junho de 2026, uma operação conjunta da Delegacia de Investigação de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC) e da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) resultou na prisão de um foragido em Florianópolis. O homem, condenado por extorsão de um investidor de Bitcoinestava sendo procurado pela Justiça de Rondônia.
A ação policial foi realizada em apoio a uma investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araçatuba, em São Paulo, que cumpria mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, os agentes descobriram a localização do foragido e o prenderam, encaminhando-o para o sistema prisional para cumprir a pena imposta.
O crime que levou à condenação
O caso que resultou na condenação do foragido ocorreu em dezembro de 2019. A vítima, um trader de Bitcoin identificado como Arcilio, foi sequestrada por um grupo criminoso liderado por Elcione. O crime começou com um pedido de ajuda da vítima para resolver pendências de trânsito.
O que começou como uma relação de amizade de mais de vinte anos entre Arcilio e Elcione rapidamente se transformou em um sequestro violento. Homens encapuzados invadiram a residência de Elcione, renderam Arcilio e o levaram para uma área rural afastada. Lá, o investidor foi amarrado a uma árvore e agredido por horas.
O plano falho de extorsão
Os sequestradores exigiram as chaves de acesso aos fundos em criptomoedas de Arcilio. No entanto, o plano falhou porque o aplicativo do celular da vítima não continha as senhas necessárias para liberar as transferências. Além do roubo de Bitcoin, os criminosos levaram um cordão de ouro, R$ 3.500 em espécie e documentos pessoais.
O grupo liderado por Elcione ameaçou a vítima de morte para evitar que ela registrasse queixa na delegacia. Eles também cogitaram invadir a casa de Arcilio em busca de um computador com as chaves privadas de Bitcoin, mas desistiram por medo de chamar a atenção das autoridades.
A fuga e a captura
Os sequestradores mantiveram Arcilio preso no porta-malas de um carro para decidir os próximos passos. Durante o trajeto, o investidor conseguiu abrir o compartimento de carga por dentro e correu em direção a um hospital em Porto Velho, onde os seguranças afastaram os agressores com armas de fogo.
A Polícia Civil assumiu o caso e identificou rapidamente os participantes da emboscada. A prisão em Santa Catarina encerrou a fuga do foragido, que agora cumprirá a pena de 16 anos de reclusão determinada pela Justiça de Porto Velho.
O desfecho do caso
O mandante do crime, Elcione, foi condenado a 20 anos de prisão, enquanto o comparsa Helton recebeu uma sentença de 16 anos. Um terceiro suspeito foi absolvido por falta de provas. A operação policial em Florianópolis representou o encerramento de uma investigação que envolveu forças policiais de diferentes estados.
A prisão do foragido em Santa Catarina é um exemplo do trabalho conjunto das autoridades na busca por justiça e na proteção dos investidores de criptomoedas contra crimes violentos.



