Enquanto mediadores internacionais intensificam os esforços para salvar o cessar-fogo em Gaza, a violência continua a ceifar vidas no enclave palestino. Nos últimos dias, ataques aéreos e tiroteios israelenses resultaram na morte de pelo menos seis palestinos, segundo autoridades de saúde locais.
Os recentes confrontos ocorreram em meio a negociações críticas envolvendo o Hamas e outras facções palestinas, com o objetivo de implementar a segunda fase do plano para Gaza proposto pelo presidente dos Estados UnidosDonald Trump. Este plano inclui o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses da região.
Violência persiste apesar das negociações
No domingo, um ataque aéreo israelense perto do Hospital Al-Yeman Al-Saeedlocalizado no campo de refugiados de Jabaliaresultou na morte de pelo menos quatro pessoas. Outros dois palestinos foram mortos em incidentes separados em Khan Younisno sul de Gaza, e na cidade de Gaza.
As Forças Armadas israelenses não se pronunciaram imediatamente sobre os incidentes. Enquanto isso, mediadores do EgitoCatar e Turquia encerraram uma semana de negociações com o Hamas e outras facções palestinas. O objetivo é implementar a segunda fase do plano de paz de Trump, que inclui o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses.
Trégua de outubro de 2026 não deteve a violência
Uma trégua mediada por Trump em outubro de 2026 não conseguiu deter os ataques israelenses em Gaza nem garantir o desarmamento dos militantes do Hamas. Desde então, ataques israelenses em Gaza mataram mais de 950 pessoas, segundo autoridades de saúde locais. Israel afirma que quatro soldados foram mortos por militantes nesse período.
O Hamas atribui a ausência de um acordo completo para encerrar o conflito à recusa de Israel em cumprir as obrigações da primeira fase acordadas em outubro. Essas obrigações interromperam os principais combates, mas não puseram fim aos ataques israelenses. Israel afirma que seus ataques têm como objetivo impedir ataques iminentes do Hamas e de outros militantes.
Resposta do Hamas ao plano de 15 pontos
Neste domingo, o Hamas e outras facções afirmaram ter dado uma resposta por escrito a um plano de 15 pontos apresentado pelos mediadores e pelo Conselho de Paz de Trump. No entanto, não forneceram detalhes da resposta. Fontes próximas às negociações disseram que as facções concordaram com 14 dos 15 itens. A discordância persiste sobre o desarmamento do Hamas, que vincula qualquer desarmamento total ao lançamento de um processo político rumo a um Estado palestino.
Israel insiste que o Hamas deve se desarmar, ceder o poder em Gaza e não desempenhar nenhum papel no futuro do enclave. Enquanto as negociações continuam, a violência em Gaza serve como um lembrete sombrio dos desafios enfrentados na busca por uma paz duradoura.



