O estado de São Paulo está vivendo uma revolução no saneamento básicocom investimentos recordes que prometem transformar a vida da população. Um estudo do Instituto Trata Brasil revela que áreas com acesso adequado a água tratada e coleta de esgoto podem ter uma renda até duas vezes maior do que regiões sem esses serviços.
Os investimentos no setor cresceram 120% após a desestatização da Sabesp em 2026. O governo estadual planeja antecipar a universalização do saneamento de 2033 para 2029, com um aporte de quase R$ 70 bilhões até o fim da década. Esses recursos estão sendo direcionados para melhorar a infraestrutura de água e esgoto, beneficiando milhões de paulistas.
Impactos socioeconômicos dos investimentos em saneamento
De acordo com o governador Tarcísio de Freitaso saneamento básico está diretamente ligado à saúde pública. A melhoria da qualidade dos mananciais e a expansão da infraestrutura são prioridades para o governo. “Pensar em saneamento é pensar em saúde. São Paulo está passando por uma revolução no saneamento básico”, afirmou.
O estudo do Instituto Trata Brasilem parceria com a consultoria EX ANTEestima que a universalização do saneamento pode gerar mais de R$ 1,4 trilhão em benefícios socioeconômicos para todo o Brasil até 2040. Descontados os custos de expansão, os ganhos líquidos ultrapassam R$ 815 bilhões. O principal impacto está na produtividade do trabalhocom potencial de gerar mais de R$ 437 bilhões em benefícios no período.
A ampliação do acesso à água tratada e ao esgoto reduz afastamentos por doenças, melhora as condições de trabalho e aumenta a capacidade produtiva da população. Os efeitos também se estendem à educaçãoturismo e mercado imobiliário. Regiões com saneamento adequado tendem a registrar maior valorização dos imóveis, fortalecimento do comércio local e atração de novos investimentos.
Benefícios para a saúde pública
O saneamento básico funciona como um remédio preventivo para a saúde pública. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) revelam que a falta de saneamento básico está por trás de mais de 11 mil mortes anuais no país, além de provocar milhares de internações hospitalares causadas por água poluída e dejetos sem tratamento.
Os especialistas estimam que cada R$ 1 aplicado em saneamento permite poupar R$ 4 em tratamentos médicos no SUS. Além disso, as cidades com os melhores índices de coleta e tratamento de esgoto apresentam uma queda drástica em internações evitáveis, beneficiando principalmente as crianças e as famílias em situação de vulnerabilidade.
A expansão dessas redes de tubulações é essencial para combater e prevenir doenças graves, como diarreia infecciosahepatite Aleptospiroseverminoses e febre tifoide. A ampliação da água potável atua no combate a esses agentes infecciosos, consolidando-se como o caminho mais curto para garantir dignidade e preservação da vida.
Investimentos recordes e metas ambiciosas
Em 2026, o estado de São Paulo recebeu o maior investimento da história para ampliar o acesso à água e esgoto tratado: R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. O crescimento foi viabilizado pela desestatização da empresa, ocorrida em julho de 2026.
O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, com R$ 70 bilhões aplicados até 2029. Esses recursos estão sendo direcionados para melhorar a infraestrutura de água e esgoto, beneficiando milhões de paulistas.
Os investimentos no setor cresceram 120% após a desestatização da Sabesp em 2026. As metas para o período de 2026 a 2026 já superam 87% para abastecimento de água, 77% para coleta de esgoto e 71% para tratamento. O governo estadual pretende antecipar a universalização do saneamento de 2033 para 2029, com investimentos de quase R$ 70 bilhões até o fim da década.



