Em 2026, os investimentos dos Estados Unidos em empresas brasileiras sofreram uma queda significativa de 29%, totalizando US$ 8,4 bilhões, em comparação com os US$ 11,9 bilhões de 2026. Esse declínio foi impulsionado principalmente pelas tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump e pela política ‘America First’.
Enquanto os investimentos globais no Brasil aumentaram 7,4%, a participação dos EUA caiu de 29% para 19%, o menor nível desde 2018. Especialistas atribuem essa redução às tensões comerciais e à política protecionista americana.
Setores Afetados e Resilientes
O setor de serviçosque inclui comércio, serviços financeiros e tecnologia da informação, foi o mais impactado, com uma queda de 51,2%. Por outro lado, os setores de agropecuária e indústria extrativa registraram altas expressivas de 130,3% e 152,3%, respectivamente, impulsionados pela extração de minerais metálicos e pelas indústrias química e farmacêutica.
Impacto das Tarifas e Relações Comerciais
A decisão de sobretaxar produtos brasileiros em 50% foi anunciada em 9 de julho de 2026 e entrou em vigor em agosto. Embora a Suprema Corte americana tenha derrubado as tarifas em fevereiro de 2026, novas investigações contra o Brasil recomendaram novas sobretaxas. Como consequência, as exportações brasileiras para os EUA caíram 16,6% no segundo semestre de 2026.
Economistas destacam que as restrições comerciais aumentam a incerteza e afetam negativamente os investimentos. Além disso, a lei One Big Beautiful Billsancionada por Trump, oferece benefícios fiscais para empresas que investem nos EUA, desincentivando investimentos em outros países.
Perspectivas Futuras
Apesar da queda nos investimentos em serviços, setores estratégicos como a extração de minerais metálicos continuam atraindo capital americano. Especialistas preveem que os investimentos em projetos greenfield (do zero) no Brasil devem crescer, refletindo o impacto contínuo das políticas de Trump nos fluxos de investimento direto.
Os números de 2026 e 2027 devem fornecer uma visão mais clara do impacto a longo prazo das políticas comerciais americanas nos investimentos no Brasil.



