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13 setembro 2026

Suno Invest 2026 discute juros, reforma tributária, agronegócio e inteligência artificial

O Suno Invest 2026 reuniu especialistas para discutir os temas mais relevantes do mercado financeiro, desde juros e inflação até inteligência artificial e agronegócio

Suno Invest 2026 discute juros, reforma tributária, agronegócio e inteligência artificial

O mercado financeiro está em constante evolução, e o Suno Invest 2026 realizado no último sábado (12) em São Paulo, trouxe à tona os temas que mais impactam o patrimônio dos investidores. Especialistas discutiram jurosinflaçãocenário econômicoinvestimentos internacionaisreforma tributáriafundos imobiliáriosagronegócio e novas tecnologias.

Ao longo do evento, as apresentações combinaram explicações sobre o ambiente econômico com orientações sobre construção de carteiragestão de riscos e planejamento de longo prazo. O debate político apareceu em alguns painéis, mas sempre relacionado aos efeitos sobre a economia, os juros, a inflação e as decisões de investimento.

Cenário econômico e mudanças na tributação

As discussões sobre o cenário macroeconômico abordaram o comportamento da inflação, a trajetória dos juros no Brasil e no exterior e os impactos das decisões dos bancos centrais sobre os ativos financeiros. A reforma tributária e seus efeitos sobre empresas, famílias e investidores também foram temas centrais.

O painel tratou de temas como tributação de dividendos diferença entre lucro contábil e lucro fiscaldistribuição de juros sobre capital próprio e planejamento patrimonial. A principal orientação foi que a tributação passe a ser considerada dentro da organização financeira ao longo do ano. A combinação entre renda fixadividendosjuros sobre capital própriopró-labore e outras fontes de renda pode alterar a carga efetiva de cada investidor.

Investimento internacional e a importância da diversificação

A internacionalização da carteira foi outro tema central do evento. Marcela Rocha, da Avenue, afirmou que comprar ativos brasileiros negociados em dólar não representa, necessariamente, diversificação. Um investidor que compra ADRs da Petrobras ou da Vale no exterior continua exposto a empresas brasileiras e aos riscos ligados à economia do país.

A executiva defendeu uma alocação internacional estrutural com exposição a diferentes economias, setores e fontes de retorno. O painel também discutiu o papel do dólar no sistema financeiro global e destacou que, apesar do avanço de outras moedas, ainda não existe um substituto evidente para a moeda americana em liquidez, reservas e transações internacionais.

Avanço da inteligência artificial e seu impacto nos investimentos

O avanço da inteligência artificial apareceu tanto nas discussões sobre empresas quanto na avaliação de oportunidades para os investidores. O chamado capex de IA que reúne gastos com data centers, chips, servidores, energia e infraestrutura digital, tornou-se uma das principais frentes de investimento das grandes empresas de tecnologia.

A discussão deixou de ser apenas se existe uma bolha e passou a envolver a capacidade de transformar os investimentos em receita e geração de caixa. Empresas de chips, semicondutores e computação em nuvem já apresentam modelos de monetização mais claros, enquanto outras áreas ainda precisam demonstrar como os recursos aplicados serão convertidos em retorno.

O tema também alcança a renda fixa. Empresas de tecnologia têm recorrido ao mercado de dívida para financiar projetos de inteligência artificial, aumentando a oferta de títulos corporativos e a disputa por recursos com os títulos do Tesouro americano.

Estratégias de longo prazo e a importância da regularidade

O painel O Método tratou da dificuldade de escolher o momento perfeito para investir. Tiago Reis resumiu a discussão com a frase tempo no mercado vale mais que o momento de entrada. A apresentação mostrou estudos comparando investidores que aplicam em diferentes datas, incluindo aqueles que tentam acertar as menores cotações. A conclusão foi que a diferença acumulada entre as estratégias é menor do que muitos investidores imaginam, especialmente quando os aportes são feitos durante vários anos.

Nos fundos imobiliários Marcos Baroni afirmou que a regularidade dos aportes é mais importante do que a busca por um dia mágico. O especialista também destacou a necessidade de acompanhar imóveis, contratos, gestão, endividamento e relatórios dos fundos.

Crédito e oportunidades no agronegócio

A terra foi apresentada como um ativo relevante para o financiamento do agronegócio. Felipe Marques, CFO da Boa Safra, afirmou que o momento de maior estresse no crédito pode abrir espaço para investidores com visão de longo prazo e capacidade de selecionar operações. Jônatas Couri, diretor de Agro da Suno, destacou a profissionalização dos produtores, o uso de tecnologias e a estrutura de distribuição de insumos no país.

O painel também explicou por que o crédito rural exige uma análise diferente da utilizada em imóveis ou infraestrutura. Plantio, colheita, clima, cultura escolhida, produtividade e preços das commodities podem alterar o fluxo financeiro de cada operação.

As conversas do Suno Invest 2026 convergiram para a importância de distribuir o patrimônio entre classes, setores, geografias e prazos diferentes. A diversificação apareceu como forma de reduzir a dependência de um único cenário econômico e de ampliar o acesso a oportunidades.