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2 novembro 2026

Saques na Binance voltam gradualmente; 95% dos fundos já cobertos

Binance inicia a primeira fase de saques após hack, garantindo 95% dos valores roubados.

Saques na Binance voltam gradualmente; 95% dos fundos já cobertos

A maior corretora de criptomoedas do mundo, Binance, comunicou que está pronta para reiniciar a primeira fase de saques neste domingo (1), entre 3h e 6h (horário de Brasília). A medida chega após a suspensão temporária causada por um ataque hacker que resultou no desaparecimento de US$ 6,3 bilhões em ativos digitais.

Saques permanecerão fechados enquanto a empresa finaliza procedimentos de segurança; entretanto, os depósitos continuam em operação normal, conforme divulgado pela plataforma.

Cronograma da reabertura e ativos contemplados

A retomada será feita de forma progressiva. Na fase um, a Binance pretende liberar retiradas de várias redes e tokens, entre eles BTC (bitcoin), ETH (ether), USDT e USDC nas cadeias BSC, TRX, Solana, Polygon, Avalanche C-Chain, Arbitrum, Base, Optimism e Sui. Também serão incluídos BNB, XRP, ZEC, DOGE, TON (USDT e GRAM) e POL. Cada rede passará por testes de estabilidade antes de ser liberada ao público.

Devido ao elevado volume de tráfego, a Binance alertou que podem ocorrer atrasos nas transações iniciais. Caso a tentativa de saque falhe, recomenda-se repetir o procedimento após alguns minutos, já que o processo é gradativo.

Cobertura financeira e prova de reservas

Em comunicado, a exchange ressaltou que “os recursos dos usuários permanecem seguros” e que a empresa absorverá integralmente o impacto financeiro dos fundos roubados. Até o momento, 95% do valor impactado já foi recompondo, superando a cobertura anterior de 90%, que por sua vez havia superado os 80% divulgados em estágio inicial.

Os 5% restantes correspondem a tokens de menor liquidez, cujo volume de negociação reduzido dificulta a recompra rápida sem distorcer preços. Para solucionar essa parte, a Binance utilizará compras no mercado à vista e operações OTC (over-the-counter), além de parcerias setoriais, sem definir prazo final para concluir a reposição total.

Adicionalmente, a corretora atualizou sua prova de reservas (Proof of Reserves), permitindo que usuários verifiquem a relação 1:1 entre os saldos declarados e os ativos realmente mantidos. Entre os tokens totalmente lastreados estão BTC, ETH, BNB, SOL, XRP, USDT, USDC, ZEC, USD1 e RLUSD.

Detalhes do ataque e medidas de segurança adotadas

O incidente, registrado na quinta-feira (29), foi o maior roubo de criptoativos já visto, movimentando US$ 6,3 bilhões em cerca de 20 minutos. Embora investigações apontem um grupo possivelmente ligado à Coreia do Norte, a Binance não confirmou oficialmente o autor.

Para reforçar a proteção, a empresa realizou avaliações internas de segurança, aprimorou mecanismos de monitoramento e isolou o notebook de um funcionário que teria sido comprometido inicialmente. Todos os recursos necessários para a reposição foram provenientes do caixa da companhia, do Secure Asset Fund for Users (SAFU) e do fundo de seguros de futuros, totalizando mais de US$ 6,34 bilhões preparados para enfrentar perdas.

Com a fase um programada para começar neste domingo, a Binance segue firme no cronograma previamente anunciado, prometendo avançar para as próximas etapas conforme os testes de segurança sejam concluídos.

Autor

Bruno Costa