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27 agosto 2026

Patrimônio, família e saúde: prioridades dos brasileiros de alta renda

Conheça os valores e aspirações que definem a tranquilidade financeira para os brasileiros de alta renda em 2026

Patrimônio, família e saúde: prioridades dos brasileiros de alta renda

Em 2026, a tranquilidade financeira para os brasileiros de alta renda tem um preço bem definido: R$ 17 milhões. Este é o valor médio que indivíduos com renda mensal superior a R$ 15 mil consideram necessário ter investido para alcançar a liberdade de escolher como trabalhar ou até mesmo parar de trabalhar, conforme um estudo recente do Google Brasil.

O levantamento, que ouviu 792 pessoas em todo o país, revela que as metas financeiras variam significativamente. Enquanto 37% dos entrevistados acreditam que R$ 5 milhões são suficientes, 22% aspiram a um patrimônio superior a R$ 30 milhões. A maioria, no entanto, está determinada a guardar dinheiro para atingir seus objetivos.

Preservação do patrimônio e preocupações familiares

Para os brasileiros de alta renda, a preservação do que foi conquistado é uma prioridade. Com 80% dos entrevistados casados e 84% com filhos, o principal medo citado (por 79%) é o de não conseguir proporcionar aos filhos a vida desejada ou proteger o legado familiar. Não conseguir proporcionar aos filhos a vida desejada ou proteger o legado representa uma das principais dimensões do medo familiar destaca o estudo.

A insegurança social que inclui a perda de status, liquidez ou patrimônio, também é uma preocupação significativa, mencionada por 78% dos entrevistados. Isso explica a busca por produtos como seguros, previdência, blindagem patrimonial e gestão de ativos de risco. O fracasso público, que envolve perder oportunidades de crescimento ou sentir-se estagnado, foi apontado por 73% dos entrevistados, enquanto o cenário econômico aparece como fonte de preocupação para 63%.

Experiências e bem-estar

A ideia de patrimônio está intimamente ligada a experiências e bem-estar. Para 89% dos entrevistados, investir bem e guardar dinheiro traz satisfação, enquanto 93% encontram prazer em atividades de relaxamento. Viagens, bons restaurantes e programas culturais são citados como fontes de prazer por 93% dos entrevistados. A maioria considera as viagens um dos principais rituais de recompensa, com 65% desejando visitar países onde ainda não estiveram e 63% querendo conhecer mais o Brasil.

Entre os entrevistados de renda mais alta, cresce o interesse por destinos onde os amigos já estiveram, turismo gastronômico e experiências em locais exóticos. A saúde e a longevidade também ganharam espaço nessa equação, com 84% afirmando que a saúde é tudo que desejam ou desejam bastante. Ser reconhecido como referência em autocuidado diário é importante para a maioria dos entrevistados.

Relações financeiras e educação

Os brasileiros de alta renda mantêm uma relação diversificada com as instituições financeiras. Em média, os entrevistados têm contas em 8,7 instituições, sendo que 92% possuem contas em bancos tradicionais e 89% em bancos digitais. A multiplicidade de relacionamentos também aparece na contratação de produtos, como seguros, onde a proporção entre a alta renda é de 68%, contra 33% entre os bancarizados

No crédito, as taxas são o principal fator de decisão para 65% dos entrevistados, mas não são a única preocupação. Para 61%, é fundamental ter um limite de crédito compatível com suas necessidades; 59% valorizam prazos e condições flexíveis, enquanto 57% apontam a facilidade e a pouca burocracia como fatores importantes. Mais da metade dos entrevistados não teve educação financeira formal na juventude, o que explica por que 58% preferem delegar decisões financeiras a especialistas.

Para conquistar a alta renda brasileira, as instituições financeiras precisam ir além de produtos e taxas competitivas. Deve-se oferecer personalização real atendimento consultivo de excelência, portfólio diversificado (incluindo soluções globais e de proteção) e uma experiência que reconheça o valor e a complexidade desse cliente.