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18 junho 2026

Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali, é barrado da Copa do Mundo 2026

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2026, foi impedido de participar da Copa do Mundo 2026 após ter seu visto negado pelos EUA.

Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali, é barrado da Copa do Mundo 2026

Em um desenvolvimento inesperado, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de participar da Copa do Mundo 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada. A decisão, que gerou polêmica, foi anunciada pela Fifa nesta segunda-feira (8).

Artan, que seria o primeiro árbitro somali a apitar uma Copa do Mundo, chegou ao aeroporto de Miami no último sábado, mas foi barrado pelas autoridades norte-americanas. Apesar de possuir um visto válido e até um passaporte diplomático, ele não conseguiu entrar no país.

O impacto da decisão nos EUA

A Fifa confirmou que Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo 2026. “A Fifa não está envolvida nos processos de imigração do país anfitrião, incluindo a análise de vistos, e foi informada pelas autoridades de que o status do sr. Artan não será alterado neste momento”, disse a entidade.

Andrew Giuliani, que lidera a força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, apoiou a decisão das autoridades de fronteira. “Embora eu não possa entrar em detalhes sobre a questão da desaprovação, posso afirmar que foi a decisão correta da alfândega e da patrulha de fronteira, e eu a apoio”, afirmou.

Quem é Omar Abdulkadir Artan?

Artan, de 34 anos, é um dos árbitros mais respeitados da África. Ele foi eleito “árbitro masculino do ano” pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2026 e está no quadro da Fifa desde 2018. Sua exclusão da Copa do Mundo 2026 é vista como uma perda significativa para o torneio.

Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali, lamentou a decisão. “Artan é um dos árbitros mais respeitados da África e negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”, disse Abshir.

O contexto político

A Somália é um dos 19 países que está sob restrição total de entrada nos EUA. Em novembro de 2026, o presidente Donald Trump descreveu o país como “podre” e declarou sua intenção de acabar com o status especial que protege os cidadãos somalis da deportação.

A decisão de barrar Artan gerou críticas e levantou questões sobre as políticas de vistos dos EUA. A Federação de Futebol da Somália entrou em contato com a Fifa pedindo maiores explicações sobre o caso.

A comunidade do futebol internacional tem se manifestado em apoio a Artan. “A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil”, afirmou Abshir.