A soja, um dos principais commodities agrícolas, tem apresentado oscilações significativas no mercado futuro da Bolsa de Chicago. Nesta terça-feira, os contratos futuros da soja encerraram com uma ligeira queda, influenciados por uma combinação de fatores climáticos, econômicos e geopolíticos.
O clima favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos tem sido um dos principais fatores de pressão sobre os preços. As chuvas regulares na região têm favorecido o desenvolvimento da safra 2026/27, consolidando as expectativas de uma colheita recorde no Hemisfério Norte.
Fatores que influenciam os preços da soja
Vários elementos têm contribuído para as oscilações nos preços da soja. Entre eles, destacam-se:
Condições climáticas favoráveis
O avanço acelerado da safra norte-americana, com o plantio já na reta final, tem superado o ritmo do ano passado e da média dos últimos cinco anos. De acordo com o último relatório semanal de acompanhamento de safras do USDAo plantio da nova safra atingiu 92% da área prevista até o último domingo (7). Além disso, 79% das lavouras já emergiram, e o Meio-Oeste americano segue registrando chuvas regulares, o que afasta o fantasma da seca.
Demanda chinesa e cenário geopolítico
O mercado também monitora de perto o comportamento da demanda chinesa. A ausência de novas compras da China tem gerado incertezas entre os agentes do mercado. Além disso, o cenário geopolítico tensionado, especialmente no Oriente Médiotem adicionado um elemento de incerteza adicional.
Preços do petróleo e comportamento do mercado financeiro
A queda nos preços do petróleo e o comportamento do mercado financeiro também têm influenciado os preços da soja. A Bolsa de Chicago tem acumulado perdas nas últimas semanas, e os produtores brasileiros têm evitado fechar grandes lotes, mesmo com o dólar alto dando algum suporte aos preços em reais.
Perspectivas e tendências
Apesar das oscilações, o mercado de soja em Chicago tem ensaiado uma estabilização. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h10 (horário de Brasília), recuavam entre 0,25 e 1,50 ponto nos principais contratos, levando o julho a US$ 11,14 e o agosto a US$ 11,20 por bushel.
O contrato de soja julho fechou com uma ligeira queda, pressionado pelo clima geralmente favorável no Meio-Oeste, pela queda nos preços do petróleo e pela ausência de novas compras da China. Enquanto isso, os futuros de óleo de soja encerraram em alta, refletindo a demanda por derivados.
No campo das informações de mercado, a ausência de confirmações sobre as supostas compras milionárias da Chinamencionadas anteriormente pela Casa Branca após a viagem de Donald Trump ao país, voltou a gerar dúvidas entre agentes sobre a consistência dessas sinalizações oficiais.
O relatório semanal de exportações dos Estados Unidos, referente ao período de 22 a 28 de maio, trouxe leitura neutra a levemente negativa para o mercado. O USDA informou vendas de 276,9 mil toneladas de soja da safra 2026/2026, abaixo das 299,9 mil toneladas registradas na semana anterior, mas dentro da faixa estimada por analistas privados, entre 100 mil e 500 mil toneladas.
Para a safra 2026/2027, o volume projetado é de 243 mil toneladas. Esses números refletem a dinâmica complexa do mercado de soja, que continua a ser influenciado por uma série de fatores interconectados.



