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13 agosto 2026

JPMorgan rebaixa recomendação de investimentos no Brasil para ‘neutro’

O banco JPMorgan rebaixou a recomendação de investimentos no Brasil para 'neutro', apontando para uma desaceleração econômica e o fim do ciclo de afrouxamento monetário.

JPMorgan rebaixa recomendação de investimentos no Brasil para 'neutro'

O banco de investimentos JPMorgan anunciou uma mudança significativa em sua estratégia de investimentos para o Brasil. Em um relatório recente, os estrategistas do banco rebaixaram a recomendação de ações brasileiras de overweight (acima da média) para neutra.

Esta decisão reflete uma mudança no cenário econômico brasileiro, com fatores como a desaceleração econômica e a deterioração do ciclo de crédito sendo destacados como motivos principais para a alteração.

Fatores que influenciaram a decisão do JPMorgan

Vários elementos contribuíram para a decisão do JPMorgan de rebaixar a recomendação de investimentos no Brasil. Entre os principais fatores estão:

Fim do ciclo de afrouxamento monetário

O banco prevê que o ciclo de afrouxamento monetário esteja chegando ao fim. A expectativa é de um corte de 0,25 pontos percentuais na taxa Selic em setembro, seguido por uma longa pausa até o segundo trimestre de 2027. Esta perspectiva de estabilidade nos juros pode impactar diretamente o mercado de ações.

Desaceleração econômica e deterioração do ciclo de crédito

A desaceleração econômica e a deterioração do ciclo de crédito são outros fatores críticos mencionados no relatório. Esses elementos podem reduzir a confiança dos investidores e afetar o desempenho dos ativos brasileiros.

Aumento da volatilidade antes das eleições

Com as eleições de outubro de 2026 se aproximando, o JPMorgan espera um aumento na volatilidade do mercado. Historicamente, os ativos brasileiros tendem a ter um desempenho inferior nos seis meses que antecedem as eleições, o que pode influenciar a decisão de investimento.

Impacto no mercado brasileiro

A mudança na recomendação do JPMorgan teve um impacto imediato no mercado brasileiro. O Ibovespa fechou com uma queda de 2,5% enquanto o dólar subiu quase 1% fechando a R$ 5,16. Esta foi a pior queda do Ibovespa desde março.

Além do relatório do JPMorgan, os investidores também ficaram atentos aos desdobramentos do tarifaço que pode adicionar mais incerteza ao cenário econômico.

Perspectivas futuras

O JPMorgan reduziu o preço-alvo do Ibovespa para o fim de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos o que representa uma alta de 7,45% em relação ao fechamento de segunda-feira, 10 de agosto.

A perspectiva política também é incerta, com desafios como taxas de juros reais altas e déficit fiscal que o próximo governo terá de enfrentar. O banco sugere que os investidores mantenham uma exposição às ações brasileiras próxima ao peso do país nos índices de referência, sem uma posição acima ou abaixo da média.

No geral, o JPMorgan optou por ficar à margem antes da volatilidade que se aproxima, destacando que os ativos brasileiros exibem estabilidade desde maio, mas com pouco prêmio eleitoral nos preços.