O governo da Inglaterra anunciou, em 15 de julho de 2026, uma consulta pública para proibir patrocínios de apostas sem licença no esporte. Essa medida visa proteger os cidadãos e impacta diretamente as corretoras de criptomoedas que operam sem autorização.
A iniciativa busca criar barreiras contra plataformas que não seguem as regras de proteção ao consumidor, além de combater a lavagem de dinheiro no futebol e em outros setores.
Foco na publicidade de operadores sem licença
A proposta central do projeto é bloquear qualquer publicidade física de operadores sem o aval da Gambling Commission. Essa restrição afeta as marcas nos uniformes das equipes e nas placas ao redor dos campos esportivos.
Muitos torcedores contornam os bloqueios geográficos de sites estrangeiros com redes privadas virtuais (VPN), segundo alerta das autoridades. A exposição na televisão leva o público britânico para ambientes de apostas sem garantias contra fraudes.
O alerta governamental cita os riscos de exposição a crimes financeiros em acordos sem a devida diligência. Além disso, os reguladores temem a perda de integridade nas competições locais devido a capitais ilícitos.
Prazos para o fim das propagandas sem licença
O departamento responsável elaborou duas opções de calendário para a entrada da nova lei em vigor. A primeira alternativa fixa o mês de agosto de 2027 para a proibição total das marcas irregulares nos eventos.
Um segundo caminho permite a manutenção dos contratos vigentes até agosto de 2028. Os formuladores de políticas preferem a data mais próxima para evitar disparidades financeiras entre os times.
Dados do governo mostram acordos de operadores sem licença com 40% dos clubes da principal liga inglesa na temporada atual. A regra concede um período de adaptação para os gestores buscarem novas receitas comerciais dentro da lei.
A Autoridade de Conduta Financeira (FCA) emitiu alertas sobre os clubes com parcerias ligadas a corretoras de criptoativos. Segundo a agência, as firmas não autorizadas operam fora das leis financeiras e oferecem riscos aos investidores.


