A XP está prestes a ganhar uma nova força no mercado de assessoria de investimentos. A Invés e a Alza duas empresas fundadas há cerca de três anos, estão unindo seus negócios para criar a maior operação fee-based vinculada à corretora de Guilherme Benchimol.
Juntas, as empresas administram pouco mais de R$ 4,5 bilhões em ativos e têm como meta encerrar o ano com R$ 8 bilhões colocando-se entre os top 30 maiores escritórios da XP.
Um modelo inovador no mercado de investimentos
O grande diferencial da Invés e da Alza é que ambas nasceram apostando no modelo fee-based que representa 70% do patrimônio total sob gestão. Enquanto a média dos escritórios da XP é de cerca de 10% as casas com maior penetração deste modelo têm 30% da base no fee-based.
Leonardo Medeiros fundador da Alza, destaca que o mercado está se consolidando rapidamente, mas muitas empresas ainda operam no modelo tradicional. “O que estamos fazendo é algo diferente. Queremos consolidar o modelo fiduciário, que é muito melhor para o cliente do que o modelo de empurrar produto.”, afirma.
Vantagens do modelo fiduciário
No modelo fiduciário, a assessoria cobra uma comissão fixa anual sobre o patrimônio do cliente, incentivando o crescimento desse patrimônio. Já no modelo tradicional, de rebate, a assessoria ganha com a venda de produtos, criando um incentivo para vender os produtos que pagam mais comissão.
Medeiros ressalta que, além do modelo fee-based a Invés e a Alza se diferenciam por terem sido fundadas por dois outsiders com uma visão centrada no cliente. Antes de fundar a Alza, Medeiros trabalhou na Isaac startup adquirida pela Arco em 2026. Já Henrique Silva de Moraes fundador da Invés, veio do segmento de construção, tendo trabalhado por 15 anos na GOS Engenharia construtora da família em Belo Horizonte.
Uma fusão estratégica
A fusão entre Invés e Alza manterá as duas marcas inicialmente, mas a ideia é adotar uma única marca no futuro. Juntas, as empresas contam com cerca de 100 funcionários e atendem a 3,7 mil clientes com um tíquete médio de R$ 1,2 milhão.
“As duas empresas nasceram do inconformismo com como os clientes eram atendidos, e tivemos a sorte de começar numa janela muito boa, com a regulação evoluindo e estimulando o modelo fiduciário.”, explica Medeiros.
Essa fusão não só consolida a posição das empresas no mercado, mas também reforça a tendência de adoção do modelo fee-based que beneficia tanto os clientes quanto os assessores, criando um ambiente mais transparente e alinhado com os interesses dos investidores.



