Invés e Alza anunciaram a união de suas operações no Brasil, criando a maior estrutura fee-based vinculada à XP. O movimento integra duas casas fundadas há cerca de três anos e consolida pouco mais de R$ 4,5 bilhões em ativos sob gestão, com objetivo de encerrar o ano em R$ 8 bilhões. A operação está ancorada na plataforma da XP, fundada por Guilherme Benchimol, e busca posicionar o novo escritório entre os 30 maiores da rede.
A atualização é relevante pela mudança no modelo fiduciário e pelo aumento de escala na assessoria de investimentos. Com 70% do patrimônio no fee-based a nova estrutura supera a média da rede, em torno de 10%, e se alinha às casas com maior penetração, que alcançam cerca de 30%. Último atualização: 3 julho 2026. O anúncio reforça a tendência de transparência nas cobranças e o alinhamento de interesses com o cliente no mercado local.
Meta e escala da nova operação na XP
Somadas, as equipes atendem 3,7 mil clientes, com tíquete médio de R$ 1,2 milhão, e reúnem cerca de 100 funcionários. O plano divulgado prevê ampliar o volume administrado para R$ 8 bilhões até o fim do ano, objetivo que colocaria o escritório entre os maiores da XP por ativos. A combinação de expertise e processos busca acelerar captação orgânica e retenção, sustentada por uma base já predominantemente fee-based. A manutenção de metas mensuráveis e a integração operacional pretendem elevar a eficiência no atendimento e nas estruturas de planejamento patrimonial.
Segundo Leonardo Medeiros, fundador da Alza, a consolidação do setor avança, mas parte relevante do mercado ainda opera no modelo tradicional de rebates. Em suas palavras: “O que estamos fazendo é algo diferente. Queremos consolidar o modelo fiduciário, que é muito melhor para o cliente do que o modelo de empurrar produto.” A visão divulgada pela gestão considera ciclos mais longos de relacionamento e foco no crescimento de patrimônio como eixo de desempenho.
Modelo fee-based e diferenças regulatórias
No modelo fiduciário a cobrança se dá por uma comissão fixa anual sobre o patrimônio, incentivando a expansão do saldo do cliente e a recorrência no serviço. No modelo tradicional de rebate a receita depende de comissões na venda de produtos, introduzindo incentivos diferentes na construção de carteiras. A nova operação destaca que 70% do patrimônio está em fee-based patamar muito acima da média da rede XP, de aproximadamente 10%, e superior às casas mais avançadas, que atingem perto de 30%. A empresa sustenta que o ganho de escala permitirá ampliar a oferta de estratégias personalizadas e acompanhamento contínuo.
O discurso da liderança reforça a leitura de que a evolução regulatória criou uma janela favorável para a adoção do modelo fiduciário. Medeiros afirmou: “As duas empresas nasceram do inconformismo com como os clientes eram atendidos, e tivemos a sorte de começar numa janela muito boa, com a regulação evoluindo e estimulando o modelo fiduciário.” A iniciativa também se ancora na plataforma de uma corretora que, segundo o histórico público, defende a longevidade das relações e a gestão ativa de investimentos.
Estrutura, clientes e marcas na transição
Na fase inicial, as duas marcas serão mantidas, com visão de migrar para uma identidade única posteriormente, em linha com a integração de processos e tecnologia. A estrutura somada opera com aproximadamente 100 colaboradores, distribuídos no atendimento aos 3,7 mil clientes e na gestão de operações internas. Leonardo Medeiros fundou a Alza após passagem pela Isaac, adquirida pela Arco em 2026, enquanto Henrique Silva de Moraes, da Invés, veio do segmento de construção após 15 anos na GOS Engenharia.
A operação pretende reforçar governança, padronizar política comercial e ampliar a oferta de serviços sob o guarda-chuva fee-based. A ambição de encerrar o ano com R$ 8 bilhões em ativos é apresentada como passo para consolidar a presença entre os top 30 escritórios da XP. A combinação de cultura centrada no cliente e métricas de desempenho baseadas em crescimento patrimonial foi indicada como o eixo da estratégia de expansão na nova estrutura.



