A TC SA, conhecida anteriormente como TradersClub, enfrentou um revés financeiro considerável com seu investimento na corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin. A empresa adquiriu uma participação minoritária na plataforma, mas viu o valor desse investimento cair drasticamente ao longo do tempo.
O investimento inicial foi realizado através da aquisição de notas conversíveis emitidas pela 2TM Holding Company Ltd.com um custo de US$ 15 milhões. Essas notas foram convertidas em ações da Mercado Bitcoin no dia 2 de janeiro de 2026tornando a TC SA detentora de 135.738 ações, equivalentes a 1% do capital social da corretora.
Desvalorização expressiva no investimento
A participação da TC SA no Mercado Bitcoin, embora significativa em termos de capital, não confere influência sobre as decisões administrativas da empresa. No entanto, as normas contábeis exigem a reavaliação anual do valor dessa participação.
O relatório financeiro da empresa revelou uma desvalorização acumulada de 80,48% sobre o custo inicial de aquisição. Apenas no exercício fiscal de 2026, o ativo financeiro sofreu uma queda de R$ 19 milhões. A metodologia de cálculo utilizada pela equipe contábil levou em consideração o fluxo de caixa e comparou os múltiplos de vendas com o mercado de criptomoedas.
Avaliação técnica e impacto financeiro
Para determinar o valor atual da participação, os contadores da TC SA utilizaram a corretora internacional Coinbase como principal parâmetro de mercado. Essa abordagem técnica visou refletir a realidade financeira do setor de criptoativos de forma precisa.
O custo inicial de aquisição da fatia de 1% no Mercado Bitcoin era de R$ 77 milhões. No entanto, a nova avaliação reduziu o valor da posição para R$ 15 milhões, resultando em uma perda total de R$ 62 milhões, conforme apurado pela auditoria da empresa Grant Thornton.
Contexto do mercado e desafios futuros
Além da desvalorização do investimento, a Mercado Bitcoin enfrentou recentemente demissões em seu quadro de funcionários. Segundo informações, mais de 70 pessoas foram desligadas no dia 1 de junhoafetando diversas áreas da operação.
O mercado brasileiro de corretoras de criptomoedas está sob pressão devido às exigências do Banco Central do Brasil e à volatilidade do preço do Bitcoinque oscila na faixa de US$ 60 mil em 2026. Esses fatores contribuem para um cenário desafiador para as empresas do setor.



