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30 julho 2026

Déficit primário do governo central atinge R$ 48,178 bilhões em junho

O governo central registrou um déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho de 2026, superando as expectativas do mercado

Déficit primário do governo central atinge R$ 48,178 bilhões em junho

O governo central, composto pelo Tesouro NacionalPrevidência Social e Banco Central registrou um déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho de 2026. Esse resultado representa uma melhora em relação ao mês anterior, quando o déficit havia sido de R$ 53,257 bilhões em maio.

O déficit de junho superou a mediana das projeções do mercado, que esperavam um resultado negativo de R$ 47,20 bilhões. As estimativas variavam entre R$ 39,0 bilhões e R$ 50,155 bilhões todas indicando um resultado negativo. Esse foi o pior resultado para o mês de junho desde 2026, quando o déficit havia sido de R$ 51,640 bilhões.

Despesas e receitas em junho de 2026

As despesas do governo central cresceram 9% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2026, já considerando a inflação do período. Por outro lado, as receitas totais tiveram uma alta real de 10,2% na mesma base de comparação.

A arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 264,437 bilhões no mês passado, o maior resultado para meses de junho desde 2000, segundo dados da Receita Federal.

Acumulado até junho de 2026

No acumulado até junho de 2026, o governo central registrou um déficit primário de R$ 92,227 bilhões. No mesmo período de 2026, o resultado havia sido negativo em R$ 11,277 bilhões sem correção pelo IPCA. As despesas tiveram uma alta real de 12,3% na soma do ano, enquanto as receitas totais subiram 5,2% acima da inflação.

O déficit do governo central no acumulado do ano é o pior desde 2026. No acumulado de 12 meses até junho, o déficit primário do governo central soma R$ 144,1 bilhões equivalente a 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somam 17,76% do PIB, e as discricionárias, 1,89%.

Meta fiscal de 2026

A meta fiscal de 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos. No Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre, o governo aumentou a estimativa de superávit primário de 2026, já considerando as exceções para o cumprimento da meta, de R$ 4,1 bilhões estimado no segundo relatório, para R$ 10,8 bilhões.

Ao deduzir R$ 62,8 bilhões de exceções, o resultado esperado para o ano é negativo em R$ 52 bilhões. O relatório é elaborado pelo Poder Executivo com o intuito de acompanhar o cumprimento da meta fiscal estabelecida para o exercício.

Essa publicação é editada em cumprimento ao disposto no art. 9º da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000Lei de Responsabilidade Fiscal e na Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO. O documento é produzido em conjunto pela Secretaria do Tesouro NacionalSecretaria de Orçamento Federal e Receita Federal do Brasil.