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6 outubro 2026

Como casas de apostas ganharam protagonismo nas finais da Libertadores

Acompanhe como as marcas de betting invadiram camisas, contratos milionários e a história de títulos da Libertadores.

Como casas de apostas ganharam protagonismo nas finais da Libertadores

Desde o início do século XXI, o futebol do Brasil tem sido a força-motriz da Libertadores. Entre 2001 e 2025, equipes nacionais participaram de 24 decisões e levantaram 14 troféus, tornando-se o país mais vitorioso do período. Essa supremacia já era evidente antes de 2019, quando sete clubes conquistaram a competição em 12 finais.

Domínio brasileiro na Libertadores (2001-2025)

Nos primeiros 18 anos do século, clubes como São Paulo, Internacional, Santos, Corinthians, Atlético-MG e Grêmio garantiram sete títulos, enquanto o Brasil esteve presente em 12 finais. A partir de 2019, o cenário mudou: os sete confrontos da Libertadores foram disputados exclusivamente por equipes brasileiras, e todas as partidas resultaram em vitória do continente sul-americano. A sequência começou com o Flamengo (2019), seguiu com o Palmeiras bicampeão (2020-2021), voltou ao Flamengo (2022), passou pelo Fluminense (2023), incluiu o Botafogo (2024) e terminou com novo título flamenguista (2025).

A invasão das casas de apostas nos uniformes

A primeira aparição de uma casa de apostas em uma final ocorreu em 2019, quando o Flamengo exibiu a marca na omoplata. O acordo, inicialmente digital, foi ampliado para a camisa em outubro, prevendo R$ 7 milhões por temporada durante dois anos e bônus por desempenho. No ano seguinte, o Santos estreou a Casa de Apostas como patrocinadora. Em 2021, o Flamengo repetiu o feito com a, enquanto a Betano chegou a ser patrocinadora master do Atlético-MG e do Fluminense.

O ano de 2022 marcou a primeira final com ambos os contendores ostentando marcas do setor: o Flamengo vestiu a Pixbet e o Athletico-PR exibiu a Betsson. Em 2023, o Flamengo tornou-se o primeiro brasileiro a disputar a decisão com um patrocinador master de betting, a Betano. O padrão se consolidou em 2024, quando Botafogo e Atlético-MG desfilaram, respectivamente, as marcas Parimatch e Betano como principais patrocinadores. No ciclo seguinte, 2025, Flamengo e Palmeiras foram vestidos por Betano e Sportingbet mantendo a presença constante do segmento nas finais.

Impacto financeiro e panorama 2025

Os contratos envolvendo casas de apostas evoluíram rapidamente. O acordo firmado entre Palmeiras e Sportingbet, que substituiu a Crefisa, pode gerar até R$ 170 milhões por temporada. Já o Flamengo, ao trocar Pixbet pela Betano, elevou o patrocínio master para um valor potencial de R$ 268,5 milhões anuais. Essa escalada de valores reflete o poder de atração das betting companies no futebol brasileiro.

Em 2025, o volume total de contratos de betting com clubes da Série A ultrapassou R$ 1,03 bilhão, posicionando as marcas como um dos principais blocos financeiros do esporte nacional. Apesar da coincidência temporal entre o crescimento dos patrocínios e o ápice das conquistas, não há evidência de relação de causa-efeito entre os acordos e o desempenho em campo.

Com a recente revogação da medida provisória que impedia a exploração, oferta e publicidade de apostas, o mercado brasileiro se prepara para uma nova fase. Enquanto os clubes avaliam a renovação ou substituição de patrocinadores, a presença das casas de apostas nos estádios e nas transmissões parece inevitável, mantendo-se como um dos fatores de destaque na economia do futebol nacional.