in

Cinco hábitos a evitar para aumentar a longevidade segundo Jeremy London

O envelhecimento é um processo natural, mas a velocidade e a qualidade com que ele se manifesta podem ser influenciadas por escolhas cotidianas. O cirurgião vascular, torácico e geral Jeremy London propõe uma lista curta de comportamentos que valem a pena evitar se o objetivo for preservar a longevidade e reduzir o risco de doenças crônicas. A proposta chama atenção por enfatizar fatores ligados ao estilo de vida e à recuperação do organismo, colocando o foco em ações concretas que qualquer pessoa pode avaliar e modificar.

Embora muitos textos sobre saúde insistam em conselhos típicos — como praticar exercícios e reduzir o consumo de álcool — London surpreende ao não incluir formalmente o álcool entre os cinco itens da sua lista principal. Ainda assim, ele conta que deixou de beber em 2026 e descreve essa mudança como profundamente transformadora. Essa experiência pessoal serve como contexto para uma discussão mais ampla sobre como substâncias e comportamentos interagem com o corpo e com processos biológicos essenciais.

Por que o álcool ficou fora da lista formal

O médico destaca que, apesar de não tê-lo colocado entre os cinco principais evitáveis, o álcool exerce efeito tóxico generalizado nas células. Em suas palavras, a bebida pode ser comparada — em termos de potencial de dano populacional — ao que o cigarro representou décadas atrás. A posição dele mistura experiência pessoal e preocupação clínica: ao abolir o álcool em 2026, percebeu mudanças no bem-estar e na recuperação. Ainda assim, London optou por priorizar, na lista pública, fatores com evidência direta e imediata sobre mortalidade e morbidade em larga escala.

Cinco hábitos a evitar

Tabagismo e vaporizar

Em primeiro lugar, o tabagismo (incluindo o uso de cigarros eletrônicos) aparece como um dos inimigos mais claros da saúde. O cirurgião lembra que fumar compromete virtualmente todos os sistemas do corpo e reduz a expectativa de vida mesmo em baixos consumos. O dano vai além do pulmão: vasos sanguíneos, sistema imunológico e processos metabólicos são afetados. Por isso, a recomendação é evitar tanto o fumo tradicional quanto alternativas que se acreditam menos nocivas.

Sedentarismo

Outro ponto central é o sedentarismo. London chama a atenção para a diferença entre ter uma rotina de exercícios e permanecer longos períodos sentado: mesmo com atividade física regular, ficar seis a oito horas imóvel diariamente prejudica o metabolismo da glicose e a função mitocondrial. Ele usa o termo mitocôndrias ao explicar que essas estruturas celulares respondem mal à inatividade prolongada, o que impacta a energia celular e, a longo prazo, a saúde metabólica.

Obesidade, estresse e sono

No terceiro lugar, London menciona a obesidade, ressaltando que não se trata apenas do número na balança, mas especialmente da distribuição de gordura. A gordura visceral, aquela acumulada em torno dos órgãos, é apontada como fator de risco relevante para doenças crônicas. Em seguida, o estresse crônico aparece como outro vilão: situações de perda de emprego, doença grave de um familiar, problemas financeiros ou relacionais elevam níveis de cortisol e outros hormônios do estresse, com repercussões negativas na imunidade e no metabolismo.

Por fim, a má qualidade do sono recebe destaque: é durante o sono que ocorrem processos de reparo e regeneração. Sem sono adequado, as funções de recuperação celular ficam comprometidas e o risco de doenças aumenta. London enfatiza que dormir bem é tão essencial quanto manter-se ativo e controlar o estresse, porque o organismo precisa de tempo para restaurar sistemas e consolidar adaptações positivas.

Como transformar a recomendação em prática

Para além da lista, o cirurgião sublinha que o envelhecimento é inevitável, mas que a trajetória pode ser moldada por hábitos. Entre as estratégias sugeridas estão reduzir exposição a fumaça, inserir pausas ativas durante o dia para combater o sedentarismo, adotar medidas para reduzir a gordura abdominal através de alimentação e movimento, buscar suporte em situações de estresse intenso e priorizar higiene do sono. Essas ações combinadas atuam sobre os mecanismos biológicos que influenciam a saúde ao longo dos anos.

Em síntese, a mensagem do especialista é clara: pequenas mudanças consistentes em comportamentos cotidianos podem desacelerar a progressão de riscos associados ao envelhecimento. Mesmo decisões individuais, como a de London em relação ao álcool, ilustram como escolhas pessoais se somam às recomendações baseadas em evidência para preservar qualidade e expectativa de vida.

Fundo USVC da AngelList promete ampliar acesso ao venture capital para pessoas físicas

Fundo USVC da AngelList promete ampliar acesso ao venture capital para pessoas físicas

Operação desmonta esquema que desviou US$ 263 milhões em Bitcoin e resulta em pena para Evan Tangeman

Operação desmonta esquema que desviou US$ 263 milhões em Bitcoin e resulta em pena para Evan Tangeman