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15 junho 2026

Cidadãos ucraniano e romeno presos por incêndios criminosos no Reino Unido

Dois homens foram condenados por planejar incêndios criminosos contra propriedades ligadas ao primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer

Cidadãos ucraniano e romeno presos por incêndios criminosos no Reino Unido

Em um caso que chocou o Reino Unido, dois homens foram declarados culpados por planejar e executar incêndios criminosos contra propriedades vinculadas ao primeiro-ministro Keir Starmer. A condenação, anunciada nesta segunda-feira (15), revela um esquema complexo que envolveu criptomoedas e coordenação via internet.

Os réus, um cidadão ucraniano chamado Roman e um romeno chamado Stanislavforam julgados em Londres. As investigações apontam que os ataques foram orquestrados por um recrutador que utilizava a internet para dar ordens detalhadas. Um terceiro suspeito foi absolvido das acusações.

Os ataques e a coordenação via internet

A série de incêndios começou em maio de 2026 com o ataque a um veículo da marca Toyota pertencente ao primeiro-ministro. O automóvel foi completamente destruído pelas chamas em uma rua no norte de Londres. Dias depois, os criminosos atearam fogo em um complexo de apartamentos onde moravam familiares de Starmer.

No dia seguinte, a residência da cunhada do primeiro-ministro foi alvo de outro ataque. A moradora e seus parentes estavam dentro do imóvel quando as chamas começaram. Roman espalhou o fogo pela entrada antes de fugir. A promotoria revelou que um usuário de língua russa, conhecido como El Moneycoordenou os ataques via Telegram.

O intermediário prometeu o pagamento em criptomoedas para garantir o anonimato das transações. Ele também instruiu os executores a descartarem suas roupas para apagar vestígios. Após a repercussão dos atentados na mídia europeia, o aliciador alertou os comparsas sobre os riscos e orientou-os a deixarem a cidade rapidamente.

A investigação e a prisão dos envolvidos

Roman foi preso poucas horas após o último atentado. Seus advogados alegaram coação e medo do contratante, mas o júri rejeitou esses argumentos, focando no ganho financeiro prometido. A BBC descobriu indícios que apontam para um diplomata russo de 23 anos como o mentor dos crimes, com foco em guerra de informação.

Os criminosos permanecem sob custódia do Estado, aguardando a definição das penas. Membros do Governo britânico elogiaram o trabalho dos investigadores, destacando a complexidade do caso e a eficácia da resposta policial.

Autor

Bruno Costa