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Aumento de golpes com criptomoedas no Havaí mira usuários do Facebook e Instagram

O Departamento de Comércio e Assuntos do Consumidor (DCCA) do Havaí divulgou um aviso sobre o aumento de golpes envolvendo criptomoedas nas plataformas da Meta, especialmente no Facebook e no Instagram. O comunicado menciona que a disseminação desses golpes tem ocorrido por meio de perfis falsos, anúncios enganosos e mensagens diretas que prometem retornos altos ou acesso rápido a investimentos. O órgão informou a emissão do alerta na quinta-feira (16) e o comunicado foi publicado em 18/04/2026 18:54, com orientações práticas para consumidores e recomendações de reporte às autoridades.

Segundo o DCCA, golpistas exploram o alcance das redes sociais e a falta de experiência de muitos usuários para aplicar técnicas variadas de convencimento. Entre as táticas citadas estão a criação de páginas que imitam corretoras, uso de testemunhos falsos, e ofertas por tempo limitado que pressionam para transferências imediatas. Esses métodos se apoiam em psicologia de urgência e na aparência profissional das postagens, tornando difícil distinguir ofertas legítimas de fraudes para quem não tem familiaridade com o mercado de ativos digitais.

Como os esquemas operam nas redes

Os golpes descritos pelo DCCA utilizam diferentes vetores: anúncios pagos que redirecionam para sites clonados; perfis que se passam por influenciadores ou especialistas; e mensagens privadas que pedem contato por aplicativos de mensagens externos. Também há relatos de links que solicitam chave privada ou instalação de software para suposta verificação — ações que permitem aos criminosos controlar carteiras ou autorizar transações. Em muitos casos o golpista cria um ambiente de credibilidade com logos e posts antigos, o que reforça a ilusão de legitimidade, enquanto a vítima é induzida a enviar fundos ou dados sensíveis.

Sinais de alerta imediatos

Para identificar possíveis fraudes, o aviso do DCCA recomenda atenção a indicadores como promessas de lucros garantidos, pedidos de transferência urgente, oferta de retornos muito superiores ao mercado e convites para investimentos que exigem envio de criptoativos antes de qualquer verificação. Outros sinais incluem perfis com poucos seguidores que publicam depoimentos supostamente autênticos, mensagens que solicitam autenticação por terceiros ou acesso remoto, e links com domínios estranhos. Ao perceber qualquer combinação desses sinais, o usuário deve desconfiar e evitar interagir.

Orientações das autoridades e medidas de proteção

O DCCA orienta que consumidores verifiquem a identidade de serviços e profissionais antes de transferir recursos, utilizem apenas plataformas reguladas para negociações e ativem mecanismos de segurança, como autenticação de dois fatores. Além disso, é recomendado não compartilhar chaves privadas, frases de recuperação ou códigos recebidos por SMS. Se houver suspeita de golpe, as vítimas devem guardar capturas de tela e registros das conversas e denunciar o perfil à Meta e ao próprio DCCA para facilitar investigações. Essas medidas reduzem o risco de perda e ajudam na responsabilização dos autores.

Como reportar e coletar evidências

Ao enfrentar uma tentativa de fraude, registre imediatamente todas as provas: URLs, nomes de usuário, mensagens, comprovantes de pagamento e anúncios. Use as ferramentas de denúncia do Facebook e do Instagram para sinalizar perfis e publicações, e procure o canal de proteção ao consumidor do DCCA para orientação sobre o procedimento. É importante também comunicar a exchange ou serviço onde o envio foi feito — algumas plataformas conseguem congelar fundos se a ação for rápida. Em paralelo, evite deletar mensagens ou evidências, pois elas são úteis para investigação.

Recomendações finais e vigilância contínua

Embora as redes sociais ofereçam acesso e conveniência, o alerta do DCCA lembra que elas também amplificam riscos. Usuários devem tratar propostas de investimento com cautela, desconfiar de pressões por rapidez e buscar referências independentes antes de qualquer compromisso financeiro. A educação sobre segurança digital e o conhecimento sobre práticas comuns de fraude são as melhores defesas. Em caso de dúvida, consultar fontes oficiais e procurar orientação do DCCA pode prevenir perdas e contribuir para reduzir a atuação de golpistas nas plataformas da Meta.

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