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23 outubro 2026

Venezuela sai da lista de sanções de investimento dos EUA após queda de Maduro

Venezuela sai da lista de sanções dos EUA, mas setores estratégicos ainda ficam sob observação.

Venezuela sai da lista de sanções de investimento dos EUA após queda de Maduro

Na quinta-feira (22), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou um rascunho de normas que ampliam o controle sobre os investimentos estrangeiros. A proposta, fruto da Lei de Segurança Nacional para Investimentos no Exterior de 2025 – conhecida como COINS Act – abre período de consulta pública até 7 de dezembro. Seu objetivo central é garantir que Washington possa identificar e, se necessário, bloquear aportes que representem risco à segurança nacional.

COINS Act: escopo ampliado e novos requisitos

A legislação de 2025 foi aprovada pelo Congresso em dezembro e marcou uma expansão significativa dos poderes regulatórios do Tesouro. Além de exigir que empresas e investidores norte-americanos notifiquem planos de investimento em seis setores estratégicos, a norma autoriza a proibição total de determinadas atividades, como as que envolvem inteligência artificial. Os países originalmente apontados como “motivo de preocupação” eram apenas a China, mas o COINS Act incorporou Cuba, Irã, Coreia do Norte, Rússia e, inicialmente, a Venezuela sob o regime de Nicolás Maduro.

Venezuela excluída da lista de países de preocupação

O Tesouro anunciou que a Venezuela deixa de integrar a lista porque o governo de Maduro “não existe mais” após a captura do ex-presidente por forças norte-americanas em janeiro. A administração interina, liderada por Delcy Rodríguez, não se enquadra na definição legal adotada pela norma. Embora a exclusão seja formal, o comunicado alerta que a regra ainda pode ser aplicada a investimentos em entidades venezuelanas específicas, sem revelar detalhes adicionais.

Foco nas tecnologias de dupla utilização e setores críticos

Segundo Chris Pilkerton, secretário-adjunto do Tesouro responsável por segurança de investimentos, “não se trata apenas do dinheiro, mas da rede, da cadeia de suprimentos e de todos os elos que podem ser explorados por atores hostis”. O texto enfatiza a vigilância sobre tecnologias de dupla utilização – ou seja, aquelas que podem servir tanto a fins civis quanto militares – e menciona setores como biotecnologia, semicondutores avançados, computação de alto desempenho, sistemas hipersônicos e informação quântica. A biotecnologia foi recentemente adicionada à lista, refletindo temores de proliferação de armas biológicas e vulnerabilidades na cadeia de suprimentos farmacêutica.

Setores estratégicos abrangidos

  • Semicondutores avançados e microeletrônica
  • Sistemas de inteligência artificial
  • Tecnologias de informação quântica
  • Computação de alto desempenho e supercomputação
  • Sistemas hipersônicos
  • Biotecnologia avançada

Apesar da aparente postura mais branda do presidente Donald Trump em relação às tecnologias chinesas – evidenciada pela visita de Estado de Xi Jinping a Washington – a divulgação das normas indica que Washington ainda pretende manter pressão sobre as ambições tecnológicas de Pequim. A regra também prevê a proibição completa de investimentos em inteligência artificial, enquanto permite a notificação de projetos em outros setores, oferecendo ao Tesouro um mecanismo de monitoramento mais ágil que os tradicionais controles de exportação.